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Clipping da Educação

Goiânia, 23 de março de 2017

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Ecossistemas brasileiros são o tema de edição especial da RBPG

Professora do Canadá vence premiação que teve brasileiro entre finalistas

Sistema Braille será atualizado por comissão presidida pelo Ministério da Educação

Estudantes com Síndrome de Down conquistam espaço na escola e no mercado de trabalho

Ministério da Educação doa primeira biblioteca para o sistema prisional brasileiro

UOL EDUCAÇÃO

Barroso suspende lei inspirada no Escola sem Partido em Alagoas

Programa que já selecionou dezenas de brasileiros oferece novas bolsas no Canadá

MPF denuncia 36 por suposto desvio de R$ 7,3 milhões da UFPR

CORREIO BRAZILIENSE

Prorrogado prazo para que escolas se inscrevam na Olimpíada de Astronomia

Ministério da Educação quer rediscutir proposta de lei

Exclusão racial no topo

GLOBO.COM

Google vai destinar R$ 15 milhões para capacitação de professores

A escola do seu filho ensina a aprender? Hora de pedagogia ou heutagogia?

Inscrições para bolsas remanescentes do Prouni começam no dia 27 de março

Justiça determina que UFTM não cobre por cursos de especialização

FOLHA.COM

Professora ensina matemática com reciclagem de óleo na zona sul de SP

Em crise, universidade estadual do RJ vive caos sem pesquisa e aula parada

 

 

 

N O T Í C I A S D A E D U C A Ç Ã O

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Quinta-feira, 23/03/2017

 

 

EDUCAÇÃO SUPERIOR

Ecossistemas brasileiros são o tema de edição especial da RBPG

Uma reflexão sobre as potencialidades dos ecossistemas existentes no Brasil é o que propõe a 32ª edição da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG). Disponível para consulta no site acessível por meio da página da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a publicação desenvolve esse tema em caráter de edição especial.

São 12 artigos que proporcionam ao leitor uma amostra da variedade de enfoques e pontos de vista de importância cada vez mais destacada na atualidade. Os artigos reúnem teorias, conceitos e práticas relacionados a biodiversidade e sociodiversidade. São as seguintes linhas temáticas nas quais os artigos se fundamentam: desenvolvimento econômico e ecossistemas brasileiros; coexistência de ambientes naturais e ambientes agrícolas nos ecossistemas brasileiros; ecossistemas e a recuperação dos recursos hídricos; ecossistemas brasileiros e materiais não convencionais para a construção civil; segurança hídrica e sustentabilidade em regiões semiáridas; urbanização, dinâmica demográfica e desenvolvimento regional nos ecossistemas brasileiros; qualidade de vida e ambiental nas cidades; produção de conhecimento sobre o uso sustentável dos ecossistemas brasileiros: aplicações e políticas públicas; formação de recursos humanos e uso sustentável da biodiversidade nos ecossistemas brasileiros; papel das ciências ambientais para proteção e uso sustentável dos ecossistemas brasileiros; e, por último, papel da pós-graduação na conciliação entre desenvolvimento econômico e conservação da biodiversidade.

A edição nº 32 também chama atenção pelo caráter multi e interdisciplinar dos trabalhos publicados, realçando a importância da aproximação de diferentes campos do saber para a produção de conhecimentos sobre as relações entre o homem e o meio ambiente.

A publicação - Lançada em agosto de 2004, a RBPG é voltada à divulgação de estudos, experiências e debates sobre a pós-graduação, sua situação, desafios, políticas e programas. De periodicidade quadrimestral, está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos. O envio de artigos pode ser feito durante todo o ano.

Com uma média de 15 mil acessos por trimestre, a revista firmou-se como um importante veículo para a disseminação de estudos e debates sobre a pós-graduação. A cada número, são tratados temas variados, como características da formação pós-graduada em várias modalidades, política da pós-graduação, demandas da comunidade científica e ações das agências de fomento. A RBPG desempenha ainda o papel de instrumento privilegiado para o estudo de temas referentes à colaboração científica internacional.

A publicação está disponível em todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de se encontrar disponível no portal da Capes.

 

Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

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AÇÕES EDUCATIVAS

Professora do Canadá vence premiação que teve brasileiro entre finalistas

Um dos mais importantes eventos ligados à educação destacou, em Dubai, como vencedora, uma professora canadense. Maggie MacDonnell foi a ganhadora do prêmio Global Teacher Prize, título acompanhado de uma verba de US$ 1 milhão (equivalente a R$ 3,1 milhões, na cotação atual do dólar). Promovida pela Varkey Foundation, a premiação reuniu concorrentes de todo o mundo.

Além do Canadá, foram selecionados finalistas de nove países: Espanha, Alemanha, Jamaica, Austrália, Reino Unido, China, Quênia, Paquistão e Brasil – representado pelo professor de ciências Wemerson da Silva Nogueira, do Espírito Santo, que concorreu com o programa social “Jovens Cientistas: Projetando um novo futuro”. Em 2016, Wemerson foi escolhido Educador Nota 10, numa premiação de nível nacional, pelo projeto “Filtrando as águas do Rio Doce”.

Maggie Macdonnel ganhou projeção por meio de um trabalho árduo que consiste em lecionar, durante os últimos seis anos, em uma comunidade indígena do Ártico chamada Salluit, povoada pelos inuits. Com pouco mais de 1,3 mil habitantes e acesso possível apenas por via aérea, Salluit enfrenta temperaturas que chegam aos 25 graus negativos durante os invernos. Em função dessas condições desafiadoras, muitos professores costumam deixar o posto no meio do ano.

Aí reside o diferencial da professora Maggie. Ela criou uma série de programas para os alunos, baseados em áreas identificadas como de interesse deles – de cozinha a mecânica – e desenvolveu um projeto de mentores para trabalhos e recursos que possibilitem oferecer alimentos saudáveis. Além disso, destacou-se pela criação de um ginásio para jovens e adultos, fomentando a esperança em um local onde são altos os índices de uso de drogas e alcoolismo.

 

Assessoria de Comunicação Social

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INCLUSÃO

Sistema Braille será atualizado por comissão presidida pelo Ministério da Educação

A Comissão Brasileira de Braille (CBB) se reuniu em Brasília na segunda-feira, 20, e nesta terça-feira, 21, para trabalhar na padronização do sistema Braille em todo o país. O objetivo é propor regras que unifiquem o sistema e permitam o uso e entendimento em todas as áreas da educação. A previsão é que as normas técnicas sejam publicadas ainda este ano.

“Os deficientes visuais, para aprender, necessitam do Braille, para ter acesso a toda forma de conhecimento”, destacou o ministro da Educação, Mendonça Filho. “Por isso, estamos promovendo a sistematização técnica do uso do Braille, para facilitar o acesso à educação dos cegos e deficientes visuais de todo país.” O ministro ressaltou que, sem acesso a uma linguagem correta, a aprendizagem é prejudicada. Segundo dados do censo da educação básica de 2015, do total de 930.683 pessoas com deficiência matriculadas em escolas especializadas e regulares, 75.433 são cegas ou têm baixa visão.

Comissão Brasileira de Braille (CBB) se reúne para debater regras de padronização do sistema Braille nas diversas áreas da educação (Foto: Luís Fortes/MEC)A previsão é que seja lançada a atualização da grafia química Braille ainda no primeiro semestre – a norma foi revista pela última vez em 2002. Neste ano, também deve ser atualizada a grafia Braille para a língua portuguesa, bem como as normas técnicas para a produção de textos em Braille. De acordo com a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Ivana de Siqueira, “o Braille tem que ter uma norma técnica oficial para que seja uniforme e que todas as pessoas tenham acesso ao mesmo tipo de informação”.

Esta é a primeira vez que a comissão, criada em 1999, se reúne com os integrantes do mandato 2017-2019. Entre as atribuições do grupo estão elaborar e propor a política nacional para uso, ensino e difusão do sistema Braille em todas as suas modalidades, especialmente, a língua portuguesa, matemática e outras ciências exatas, música e informática; acompanhar e avaliar a aplicação de normas, regulamentações, acordos internacionais, convenções referentes ao sistema; e prestar assistência técnica às secretarias estaduais e municipais de educação, bem como a entidades públicas e privadas.

A comissão é formada por representantes do Instituto Benjamin Constant (IBC), da Organização Nacional dos Cegos do Brasil (ONCB), do Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) e do Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção em Braille (NAPPB). A presidência é exercida pela secretária Ivana de Siqueira.

Centros – A comissão também vai atuar no apoio à Secadi nos programas e ações que visem fortalecer a rede composta pelas 54 unidades do CAP e do NAPPB distribuídas em todas as unidades da federação. O CAP e o NAPPB têm a função de apoiar a formação continuada para o atendimento educacional especializado e produzir material didático acessível aos estudantes cegos e com baixa visão.

Assessoria de Comunicação Social

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EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Estudantes com Síndrome de Down conquistam espaço na escola e no mercado de trabalho

Gabriela Alves, 22 anos, tem uma rotina agitada. Divide o dia entre o curso técnico profissionalizante para assistente administrativo, os estudos do ensino médio e as aulas de dança do ventre. É uma jovem ativa e cheia de sonhos como todas as outras da sua idade, com uma pequena diferença que a torna ainda mais especial: ela tem Síndrome de Down.

Nesta terça-feira, 21, Gabi (como gosta de ser chamada) e dezenas de outros amigos e colegas compareceram ao seminário Ir e Vir com Independência, promovido pelo senador Romário Faria (PSB-RJ) para marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down. A mesa de abertura do evento, realizado no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, contou com a presença dos ministros Mendonça Filho, da Educação, e Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As questões sobre inclusão social, no mercado de trabalho e no sistema educacional, foram destaques do seminário. “Não vencemos todos os preconceitos, mas passos importantes foram dados. Quem acompanha as estatísticas sabe que o país evoluiu muito na educação inclusiva”, declarou o ministro Mendonça Filho. De acordo com os dados do censo da educação básica de 2015, o país contava naquele ano com 645.304 portadores de deficiência intelectual matriculados na educação especial, sendo 490.015 em classes comuns e 155.289 em classes exclusivas.

“Avançamos bastante, mas ainda há muitas barreiras a serem quebradas”, afirmou o senador Romário, que citou o exemplo da Lei Brasileira de Inclusão, que precisa ser regulamentada em vários de seus artigos. O senador é defensor incansável da causa e sonha que um dia todos tenham as condições favoráveis de educação e demais oportunidades que pode proporcionar à filha Ivy, de 12 anos, que já lançou um livro biográfico e hoje é youtuber, “para mostrar um pouco da vida dela e continuar inspirando milhares de pessoas com Síndrome de Down”.

 

Assessoria de Comunicação Social

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PARCERIA

Ministério da Educação doa primeira biblioteca para o sistema prisional brasileiro

A penitenciária feminina de Votorantim, no interior do estado de São Paulo, será contemplada com a primeira biblioteca entregue pelo Ministério da Educação ao sistema carcerário brasileiro. O termo de doação foi assinado nesta segunda-feira, 20, pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, e o governador Geraldo Alckmin, durante a cerimônia de inauguração da nova unidade prisional do município.

Mendonça Filho exaltou a felicidade em celebrar uma parceria “tão importante, envolvendo a área da educação e o sistema penitenciário paulista”. Destacou, ainda, que a instalação das bibliotecas nas unidades prisionais brasileiras é um fator importante para a ressocialização dos presos. “Promover o acesso à educação significa promover o acesso à justiça e à equidade social”, disse.

O ministro também falou da importância desse tipo de parceria para estados e municípios. “Eu estarei sempre à disposição para continuar atuando em parceria no reforço da área da educação nas várias etapas, desde a educação infantil e fundamental, responsabilidade constitucional dos municípios brasileiros, passando pela área de competência principal dos estados, o ensino fundamental em seus anos finais, o nível médio, a educação técnica e tecnológica e, também, o ensino superior”.

A doação faz parte de uma parceria firmada em janeiro deste ano entre o MEC e o Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê a instalação de 40 bibliotecas em instituições prisionais de todo o país. Pelo acordo, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) fará a doação de, aproximadamente, 20 mil livros, a um custo total de cerca de R$ 150 mil. Cada acervo terá 487 obras.

O governador Geraldo Alckmin agradeceu ao ministro pela doação da biblioteca. “A leitura é uma forma de nós melhorarmos”, afirmou. Segundo Alckmin, o estado de São Paulo tem, atualmente, 16.678 presos estudando, sendo 2.873 em processo de alfabetização, 7.407 cursando o ensino fundamental, 6.351 no ensino médio e 47 na educação superior.

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, explicou que a instalação das bibliotecas será feita nas unidades prisionais que têm condições de oferecer ao preso não a liberdade, mas espaços de libertação. “O preso já está exatamente privado da liberdade pela decisão judicial. Mas a libertação independe da própria condição”, disse. “A libertação se faz pela possibilidade de se ter esperança, para a qual contribui muito a leitura, a educação, outras formas de experimentar essa triste cena que alguns têm que passar na vida quando erram, de se afastar da sociedade, da sua família e das pessoas queridas, para cumprir o que devem à sociedade”.

Também participaram da solenidade o prefeito de Votorantim, Fernando Oliveira; o presidente do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo, desembargador Paulo Dimas; o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes; o secretário da Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo, Marcio Rosa; o diretor de Ações Educacionais do FNDE, José Fernando Uchôa; e a diretora da unidade penitenciária de Votorantim, Gisele Mota.

A penitenciária feminina de Votorantim possui cerca de 17 mil m² de área construída, com capacidade para abrigar 848 mulheres, sendo 740 no regime fechado e 108 no regime semiaberto. Os pavilhões têm área específica para amamentação e para atividades esportivas, além de pátio descoberto com palco multiuso e áreas de convivência e visita, compostas por playground, praça de areia, minicampo de futebol e salas para atividades educativas de prisioneiras com os filhos.

Esta é a quinta unidade feminina do plano de expansão do governo do estado de São Paulo construída nesses moldes. O modelo leva em conta o respeito às particularidades e necessidades das mulheres, principalmente ligadas à saúde. “Não se trata de uma unidade masculina que foi adaptada”, frisou o governador Alckmin.

Ações – O Ministério da Educação possui diversas ações para pessoas privadas de liberdade, como o programa Brasil Alfabetizado, que permite a alfabetização de jovens e adultos nos estabelecimentos penais, com a oferta de bolsas diferenciadas aos alfabetizadores. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), a demanda de presos que se declaram analfabetos gira em torno de 20 mil. A meta do programa para o ciclo 2016, que está em execução, é atender, pelo menos, metade delas.

O MEC também executa ações de educação de jovens e adultos; o programa Mulheres Mil, de formação profissional e tecnológica em presídios femininos; e o Plano de Ações Articuladas (PAR), junto aos entes federados. A pasta quer, ainda, ampliar a educação a distância nas instituições prisionais e, a partir do segundo semestre de 2017, oferecer o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), já separado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

 

Assessoria de Comunicação Social

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UOL EDUCAÇÃO

Quinta-feira, 23/03/2017

 

 

 

STF

Barroso suspende lei inspirada no Escola sem Partido em Alagoas

O ministro Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu nesta terça-feira (21) liminar (decisão provisória) que suspende na íntegra a polêmica Lei da Escola Livre, promulgada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, que determinava a "neutralidade" de professores e previa punição a quem manifestar opinião que "induza" ao pensamento único de alunos em sala de aula.

Com a decisão, a lei fica invalidada até que a ação que pede a inconstitucionalidade da Escola Livre seja julgada -- ainda não há prazo para o julgamento. A ação que resultou na suspensão da lei é da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino. A entidade alegou que a lei fere a Constituição ao legislar sobre educação --que é tema privativo da União-- e defendeu que o texto fere a liberdade de expressão de quem ensina.

No processo, a lei teve posição contrário da Procuradoria Geral da República e da Advocacia Geral da União.

Esse tipo de legislação foi a primeira aprovada por um Estado brasileiro seguindo as bases do programa "Escola Sem Partido", que está em discussão no Senado. O projeto 193/2016 é de autoria do senador Magno Malta (PR-ES) e inclui o programa entre as diretrizes e bases da educação nacional.

"Verifica-se a competência legislativa concorrente entre os entes da federação para tratar de educação, nos termos do artigo 24, inciso IX, da Carta da República, em que a primazia para a elaboração das normas gerais foi atribuída à União, que legisla no interesse nacional, estabelecendo diretrizes que devem ser observadas pelos demais entes federados", diz a manifestação da AGU, de 20 de julho, citando ainda que o STF já se manifestou com esse entendimento em outras oportunidades.

Na manifestação em defesa da lei, a Assembleia Legislativa de Alagoas discorda da tese de que o Estado não poderia legislar sobre educação.

"Os Estados, enquanto entes federativos, possuem competência legislativa para a instituição de novas regras no plano de ensino e para a criação de programas que auxiliem no processo educacional. Em outras palavras, as decisões do STF apontam que, se há disposição do ente em oferecer maior prestação do direito à educação, deverá essa ser admitida e recepcionada".

O procurador da Assembleia de Alagoas, Diógenes Tenório Júnior, disse que regra vale como forma complementar e aguarda que o STF acolha os argumentos.

"No nosso entendimento, o Estado não pode legislar sobre os princípios da educação federal. Mas existe a autonomia dos Estados, assegurada constitucionalmente, que diz que o Estado pode legislar de forma suplementar sobre saúde e educação, desde que não conflite com a legislação federal", explicou.

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EDUCAÇÃO

Programa que já selecionou dezenas de brasileiros oferece novas bolsas no Canadá

O programa chamado Emerging Leaders in the Americas Program (Programa de Líderes Emergentes nas Américas), também conhecido como ELAP, oferece bolsas de estudo de curta duração no Canadá a estudantes e pesquisadores latino-americanos por meio de colaborações e acordos de intercâmbio entre instituições canadenses e de países da América Latina. E se você acha que é só balela, os números existem para garantir que a oportunidade é real: de 2009 a 2015, foram concedidas 768 bolsas pelo programa; só em 2016, 159 brasileiros foram contemplados!

Em 2017, o programa dará prioridade às áreas acadêmicas de segurança, paz, prosperidade e desenvolvimento econômico. O financiamento das bolsas é feito pelo Global Affairs Canada, oficialmente Departamento de Relações, Comércio e desenvolvimento Internacionais (DFATD) do país.

As opções estão disponíveis para graduação e pós-graduação, com diferentes valores, dependendo da duração e nível do curso:

Valores das bolsas

- 7.200 dólares canadenses para estudantes de faculdades, graduações e pós-graduações (mestrados e doutorados) para um mínimo de quatro meses ou um termo acadêmico de estudos ou pesquisa;

- 9.700 dólares canadenses para estudantes de pós-graduação (mestrados ou doutorados) para um período de cinco a seis meses de estudo ou pesquisa.

Para a inscrição do candidato, deve haver uma comunicação direta entre a sua instituição brasileira e a canadense.

Quem pode se inscrever?

O Brasil faz parte do programa! Isto significa que os estudantes brasileiros podem se inscrever no ELAP.

Você vai precisar:

- Estar matriculado em uma instituição de ensino superior no Brasil;

- Ser admitido em um curso de estudos ou pesquisa de período integral em uma instituição canadense (cursos de idioma não valem);

- Ter proficiência na língua usada no curso (inglês ou francês) antes de viajar para o Canadá;

- Não ter qualquer outra bolsa de estudo concedida pelo governo do Canadá;

- Chegar ao Canadá até setembro para o semestre de outono ou até janeiro para o semestre de inverno, se você for focar nos estudos;

- Ir para o Canadá entre 1º de junho de 2017 e 1º de fevereiro de 2018, se for focar em pesquisa;

- Certificar-se de ter o seguro de saúde adequado para toda a duração do intercâmbio, de acordo com as políticas da sua instituição canadense.

Além disso, para graduações, você deverá providenciar para o momento da inscrição um memorando de entendimento ou um acordo escrito de colaboração institucional e intercâmbio de estudante entre a sua faculdade/universidade brasileira e canadense.

Por este motivo, é essencial que você tenha o apoio da sua universidade/faculdade no Brasil (e mantenha seus laços com ela mesmo durante o intercâmbio), para que haja uma cooperação prévia e direta com uma instituição canadense.

A inscrição

A inscrição no ELAP deve ser feita pela instituição canadense em nome do estudante até o dia 27 de abril de 2017.

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VIOLÊNCIA

MPF denuncia 36 por suposto desvio de R$ 7,3 milhões da UFPR

O MPF (Ministério Público Federal) no Paraná denunciou nesta terça-feira (21) 36 pessoas sob suspeita de crimes no desvio de ao menos R$ 7,5 milhões destinados ao pagamento de bolsas e auxílios-pesquisa na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Na denúncia, o MPF também requer à Justiça que os acusados devolvam aos cofres públicos, solidariamente, o dinheiro desviado no esquema criminoso, calculado em R$ 7,35 milhões.

"A apuração apontou que, para o sucesso da da estratégia criminosa, angariavam-se nomes e CPFs de pessoas que fossem de confiança das denunciadas Conceição Abadia, Tânia Catapan, Maria Aurea Roland [servidora aposentada da UFPR] e Gisele Roland [filha de Maria Áurea] a fim de que passassem a figurar como bolsistas da instituição e depois concordassem em ir ao banco e sacar os valores ilicitamente creditados em suas contas, para repassá-los às articuladoras das fraudes", diz a nota.

Segundo o comunicado, além de servidores e ex-servidores da UFPR, 27 falsos bolsistas foram denunciados. "Não havia processos administrativos de concessão dessas bolsas, somente processos de pagamentos que impressionavam pela singeleza e eram basicamente compostos, tão somente, pela autorização de empenho e a correspondente ordem bancária, sem qualquer referência ao projeto em desenvolvimento que justificasse o respectivo pagamento e a natureza do vínculo entre a UFPR e o beneficiário", informou o MPF.

A maior parte dos denunciados é acusada dos crimes de associação criminosa, peculato (apropriação indébita praticada por funcionário público) e lavagem de dinheiro. A atual vice-reitora da UFPR, a professora-doutora Graciela Bolzón, e o ex-pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Edílson Sérgio Silveira são acusados de peculato culposo, quando por negligência, imprudência ou imperícia, se permite involuntariamente que outro servidor se aproprie de bens públicos.

Procurado pela reportagem, o advogado Marlus Arns de Oliveira, que defende Graciela Bolzón, disse que não iria se manifestar sobre o caso. René Dotti, advogado de Edílson Sérgio Silveira, não atendeu à ligação a seu telefone celular, nem retornou à mensagem enviada às 19h30 pelo UOL.

O advogado de Tânia Catapan, Wesley Bezerra Pupo, afirma que "não há provas no inquérito que sustentem a denúncia". "A defesa de Tânia provará sua inocência durante a instrução criminal", disse Pupo.

Paulo Gomes de Souza, um dos advogados de Conceição Abadia, disse que a denúncia já era esperada. "Minha cliente está colaborando com as investigações.".

Os advogados de Maria Áurea Roland, da filha dela, Gisele Roland, e do genro, Jorge Luiz Bina Ferreira, não foram localizados.

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CORREIO BRAZILIENSE

Quinta-feira, 23/03/2017

 

EDUCAÇÃO

Prorrogado prazo para que escolas se inscrevam na Olimpíada de Astronomia

O prazo para que escolas se inscrevam na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) foi prorrogado até 2 de abril. A competição é aberta a alunos de escolas públicas e privadas de todos os anos do ensino fundamental e do ensino médio.

Nas edições passadas, mais de 8 milhões de alunos do ensino médio e do ensino fundamental participaram das competições. Só em 2016, a OBA atraiu mais de 744 mil estudantes de 7.915 escolas de todo o país.

A OBA é realizada em fase única com uma prova aplicada na própria escola em 19 de maio.

Os alunos com melhor desempenho vão representar o país na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica e na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, em 2018.

Os estudantes que se destacarem também poderão participar da 14ª edição da Jornada Espacial, em São José dos Campos (SP).

Todos os alunos que participarem da olimpíada receberão certificado.

A olimpíada é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

As escolas interessadas em participar da OBA devem se inscrever pela internet.

Agência Brasil

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RESPONSABILIDADE EDUCACIONAL

Ministério da Educação quer rediscutir proposta de lei

O deputado Izalci Lucas (PSDB-DF) pediu nesta quarta-feira (22) a retirada de pauta do projeto sobre a lei de responsabilidade educacional (PL 7420/06), apesar de haver quórum para votação do texto na comissão especial que analisa o assunto.

A proposta estende punições previstas na Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92) ao gestor público que permitir, injustificadamente, o retrocesso da qualidade da educação básica nos estados, municípios e Distrito Federal.

Representando a liderança do governo no colegiado, Izalci se comprometeu a agendar uma reunião com o ministro da Educação, Mendonça Filho, para discutir a proposta. “O governo solicitou um prazo maior, para debater um pouco mais”, disse. “É preciso buscar a responsabilização dos atores, mas temos que ver de que forma.”

Crítica e apelo O relator na comissão especial, deputado Bacelar (PTN-BA), lamentou o adiamento na votação. Ele leu complementação de voto apresentada em dezembro – incluindo sugestões de parlamentares, entidades sociais e do Executivo – e criticou a posição do governo.

“Ninguém é responsável pelos desastres da educação brasileira, e o governo Michel Temer continua nesse mesmo caminho”, afirmou. “Pelo Plano Nacional de Educação [PNE - Lei 13.005/14], a lei de responsabilidade educacional já deveria estar aprovada desde 2015”, continuou.

Bacelar fez um apelo para que entidades ligadas à educação se mobilizem a favor do projeto. Para ele, só assim a lei de responsabilidade educacional será aprovada. Se aprovado na comissão especial, o texto precisa passar também pelo Plenário.

Agência Câmara

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LIDERANÇA

Exclusão racial no topo

Eles são 54% da população, mas apenas 17% das pessoas mais ricas do país e 4,7% dos trabalhadores em funções executivas nas maiores empresas do Brasil. Realidade ainda é afetada por herança colonizadora, preconceito e falta de oportunidades

Estudo divulgado pelo Instituto Ethos e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) analisou a composição racial, social e de gênero das 500 maiores empresas do Brasil e concluiu que, quanto mais se sobe na pirâmide dos cargos, menos representativa se torna a presença de pretos e pardos. Eles correspondem a apenas 4,7% das posições executivas. A situação tem se alterado — em 2001, afrodescendentes ocupavam 2,6% desses postos —, mas a passos mais lentos que o necessário. E o pior: as direções das companhias não se preocupam muito com isso, pois mais de 80% das organizações analisadas não contam com ações afirmativas raciais em nenhum nível hierárquico. Para completar, a visão de gestores sobre o assunto é problemática: 48,3% dos chefes acreditam que a baixa proporção de negros em boas posições se deve à falta de qualificação profissional deles para os cargos e 10,3% atribuem a disparidade à falta de interesse pelos cargos (saiba mais no gráfico Números da desigualdade).

Os resultados se tornam ainda mais decepcionantes ao levar em consideração os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que reconhecem os afrodescendentes como 54% da população do país e apenas 17,4% dos mais ricos. “No Brasil, até negros com grande formação intelectual sofrem com a resistência para alcançar posições de direção. Muitas vezes, temos que provar 10 vezes mais a nossa competência”, relata Erivaldo Oliveira da Silva, presidente da Fundação Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) e a primeira instituição pública voltada à promoção da cultura afro-brasileira. Economista, administrador, especialista em gestão governamental e políticas públicas, ele afirma que a melhoria na qualidade do ensino público, o estímulo à capacitação de jovens e à valorização da cultura afro são ferramentas essenciais para promover a ascensão social da população negra.

“Chega de achar que o negro está na sociedade apenas para o exercício do futebol e da música. Temos que ocupar cargos também no Legislativo, no Executivo e no Judiciário, na diplomacia, nas universidades...”, defende. Marne José de Paula Farias, 34 anos, coordenador de Serviços de Tecnologia da Informação no Brasil da IBM, entende que é preciso vencer um pensamento arraigado na sociedade que faz com que a população afrodescendente seja aceita em determinados segmentos profissionais, mas não em outros. “Há uma suposição do senso comum de que o negro se ocupe com trabalho serviçal, seja bom no esporte e produza conteúdo artístico. Há ainda uma ideia de que ele não seja adequado para posições de liderança”, lamenta o graduado em tecnologia da informação.

Herança colonizadora

Na opinião de Selma Moreira, diretora do Fundo Baobá, organização que desde 2011 apoia projetos pró-equidade racial, a desigualdade reflete o passado escravagista do Brasil e reserva a pretos e pardos espaços subalternos, negando a eles o acesso a uma educação de qualidade, que poderia proporcionar melhores postos de trabalho. “A história nos mostra que o processo pós-abolição foi absolutamente excludente”, observa a administradora, especialista em gestão estratégica em comunicação organizacional e relações públicas com MBA executivo em gestão e empreendedorismo social. Ela destaca que a situação é ainda mais difícil para as mulheres, que sofrem as consequências de uma estrutura patriarcal e racista. Não chega a 0,4% a porcentagem de negras em cargos executivos, segundo o levantamento do Instituto Ethos e do BID.

Mesmo as poucas que ocupam posições mais altas na hierarquia das organizações sofrem mais dificuldades tanto para chegar lá quanto para serem aceitas nessas funções. Pesquisa dos professores Ashleigh Shelby Rosete, da Universidade Duke, e Robert W. Livingston, da Universidade Northwestern comparou a percepção de 228 pessoas sobre quatro grupos de líderes empresariais: mulheres (brancas e negras) e homens (brancos e negros). O resultado da experiência mostrou que profissionais pretas e pardas em postos de liderança enfrentam mais críticas quando os negócios vão mal ou quando elas cometem erros. A conclusão dos pesquisadores é a de que, em momentos de dificuldade na companhia, empregados tendem a apoiar indivíduos que se enquadram no perfil mais típico de líder empresarial, em geral homem e branco. O estudo foi feito nos EUA, mas não é difícil imaginar, pelo passado escravagista, que os resultados poderiam ser replicados no Brasil.

Com dificuldades para se firmar no mercado tradicional, sobretudo em postos de liderança, negros e negras têm buscado no empreendedorismo uma solução para desenvolverem habilidades e projetos. Segundo o levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2002 a 2012, houve um incremento de 27% na quantidade de pessoas pretas e pardas que montaram empresas próprias no país. Pela primeira vez, o número de empreendedores negros (50%) ultrapassou o índice de brancos (49%).

Um caso de sucesso no setor é o da administradora com habilitação em comércio exterior Ialê Garcia Melo, 48 anos, dona da marca Yalodê Moda Étnica (saiba mais em bit.ly/2mMNWSI). Hoje, com uma trajetória profissional bem-sucedida, ela frisa que superar a discriminação racial é um desafio diário. “Inúmeras vezes, em entrevistas de emprego, não consegui passar pela etapa inicial do processo seletivo pela questão do preconceito”,disse.

Elizabete Braga, 38 anos, presidente da Abravídeos, produtora sem fins lucrativos voltada a desenvolver projetos culturais e educacionais, com sede em Brasília, conhece bem essa realidade. A graduada em produção audiovisual conta que é comum perceber a reação de surpresa dos participantes quando há reuniões de trabalho em que ela está no comando. Também se deparou com um episódio em que, após se apresentar para o responsável de uma empresa contratante, foi imediatamente questionada se tinha mesmo formação em comunicação. “Antes disso, ele só havia me dado ‘bom dia’”, recorda. Esses são apenas alguns dos casos de discriminação enfrentados por ela, que coordena projetos culturais e edição de material gráfico há 14 anos, chegando a liderar times de 30 pessoas.

Na visão de Elizabete, o preconceito é nítido, inclusive, em departamentos de recursos humanos, que deveriam se ater à competência na seleção dos profissionais, sem levar em conta as características físicas. “A pessoa negra é desqualificada por causa da aparência, da cor da pele, do cabelo crespo ou de um traço que demonstre que é adepta de alguma religião de matriz africana. Então, esse racismo institucional, negado por muitas empresas, priva pessoas pretas e pardas de mostrar todo o potencial para criatividade, gestão, liderança e tantos outros atributos necessários a um cargo de chefia”, acredita.

E quais seriam os caminhos para que negros e negras possam ter mais oportunidades de inserção no mercado e em melhores posições? Para a coordenadora do Movimento Negro Unificado do Distrito Federal (MNU/DF), Jacira da Silva, a resposta está em um conjunto de fatores. Entre eles, ela destaca a formulação de políticas públicas específicas para o setor, aplicação efetiva das cotas raciais em concursos públicos, respeito ao Estatuto da Igualdade Racial e mais rigor na punição de crimes de racismo, com um sistema de denúncias eficiente que receba, registre e encaminhe queixas para os órgãos competentes.

“Um exemplo da gravidade do problema é que houve um aumento expressivo no ingresso da população negra no ensino superior nos últimos 10 anos graças a políticas de inclusão, mas isso não se refletiu diretamente em mudanças no mercado”, observa Jacira, que é jornalista. Dados do Instituto Ethos revelam que as matrículas de negros em universidades públicas e privadas cresceram 40% no país entre 2001 e 2013.

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GLOBO.COM

Quinta-feira, 23/03/2017

 

EDUCAÇÃO

Google vai destinar R$ 15 milhões para capacitação de professores

O Google anunciou, nesta quarta-feira (22), que destinará R$ 15 milhões à preparação de professores. A iniciativa foi apresentada pelo presidente do Google no Brasil, Fabio Coelho, e por JP Lemann, presidente da Fundação Lemann, parceira no projeto.

"Eu sou fascinado e frustrado com a tecnologia", afirmou Lemann. "Sou um vendedor de cerveja, que se faz do mesmo jeito há 2 mil anos, e de catchup, que se faz do mesmo jeito há 200 anos", brincou. "Por isso fico fascinado com tudo que a Google faz em tecnologia."

Plano de aulas

O dinheiro doado pelo Google será usado pela Associação Nova Escola, que pertence à Fundação Lehman, para criar planos de aulas junto de um time de professores. Esses materiais incluirão não só o roteiro das aulas mas também dicas e orientações sobre como lidar com alguns assunto dentro de sala de aula.

Os conteúdos serão disponibilizados em uma plataforma digital que incluirá um aplicativo móvel apto a funcionar mesmo quando a conexão à internet for ruim ou inexistente.

Fundação Lehman e Google esperam atingir um milhão de professores nos próximos cinco anos. O conjunto de material pedagógico já será criado tendo em vista a Base Nacional Comum Curricular, aprovada no fim do ano passado pelo governo federal.

Essa doação faz parte de uma iniciativa maior e global, que tem US$ 50 milhões para apoiar organizações sem fins lucrativos que criam tecnologia para solucionar lacunas na educação E foi anunciada nesta terça-feira (21).

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VIOLÊNCIA

A escola do seu filho ensina a aprender? Hora de pedagogia ou heutagogia?

Na pedagogia tradicional, vigente em boa parte das escolas, os estudantes são organizados em turmas por idades e os professores conduzem o grupo a avançar de uma etapa a outra da formação. O professor explica os conceitos, o aluno faz exercícios. A dinâmica se repete por várias semanas até o dia da prova.

O resultado das avaliações costuma mostrar variação nos níveis de aprendizado, evidenciando determinadas lacunas no conhecimento de cada estudante. O problema é que, nas aulas seguintes, o professor seguirá em frente com matérias mais complexas.

E essa é uma das explicações para o fracasso atual de nosso ensino. Nos mais recentes PISA (exames internacionais de medição de competências dos estudantes) o Brasil ficou nas últimas posições. Um levantamento do Todos pela Educação, realizado a partir da Prova Brasil, mostrou que apenas 10% dos estudantes do ensino médio aprendem o necessário em matemática. Isso ajuda a explicar a dificuldade que os universitários enfrentam nas disciplinas que dependem de conceitos da educação básica.

Os buracos na compreensão dos conteúdos vão se acumulando, com efeitos diversos. Alguns estudantes conseguem voltar ao ritmo da turma. Mas uma parte significativa não entenderá as aulas seguintes e começará a ter dificuldades com relação à matéria – como é o caso, por exemplo, dos que dizem “não levar jeito para a matemática”, como se isso fosse algo genético. Num dado momento, o conhecimento prévio necessário é de tal porte que as lacunas acumuladas se tornam um muro intransponível. As consequências são repetência e o abandono escolar, ou ainda a perda de talentos em diversas profissões que simplesmente não são escolhidas, porque ficaram atrás do muro.

A boa notícia é que, hoje, há recursos com as quais os pedagogos de outrora não podiam contar como os diversos recursos tecnológicos. Por exemplo, os professores podem usar ambientes virtuais e gerar relatórios do aprendizado de cada aluno, por tópico estudado. Se um aluno precisa rever as aulas no seu próprio ritmo, pode ver videoaulas – ferramenta à qual os jovens já costumam recorrer por si mesmos, até para aprender um novo jogo eletrônico. O professor pode checar a evolução por meio de exercícios interativos, adaptáveis a cada percurso. Os alunos podem ter feedbacks imediatos.

Cada estudante deve seguir uma determinada trilha. É o que se chama de ensino personalizado ou aprendizagem adaptativa, na qual o percurso se adapta às necessidades de cada um, com planos de trabalho individualizados. Isso se relaciona diretamente ao papel ativo do estudante, na gestão da própria aprendizagem. O professor se torna, muito mais do que um expositor, um orientador, um arquiteto cognitivo que desenha os melhores caminhos para os aprendizes. Ele também tem a tarefa de entusiasmá-los a seguir aprendendo. O foco sai do professor que apresenta lições e passa para a interação entre estudantes e conhecimentos.

Eis o que a escola precisa ensinar agora: aprender a aprender. Um processo em que a pessoa é a maior responsável pela gestão de sua aprendizagem. Vamos da pedagogia, que etimologicamente remete a conduzir o estudante, para a heutagogia (aprendizagem autodirecionada), na qual nos tornamos responsáveis por buscar e construir o conhecimento por conta própria. Essa capacidade, da qual precisaremos ao longo da vida, num mundo de mudanças velozes, envolve autodisciplina, motivação, organização e flexibilidade. E a escola do seu filho, já ensina assim?

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EDUCAÇÃO

Inscrições para bolsas remanescentes do Prouni começam no dia 27 de março

O Ministério da Educação (MEC) divulgou o cronograma de bolsas remanescentes do Programa Universidade para Todos (Prouni). As inscrições de estudantes que não estiverem matriculados na instituição ocorrerão de 27 de março a 5 de abril. Os que já forem alunos da universidade terão um prazo maior: até o dia 5 de maio.

O Prouni concede bolsas de estudo integrais e parciais (de 50%) em instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior.

Podem se inscrever os candidatos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e que tenham tirado 450 pontos ou mais, sem zerar a redação. A renda familiar mensal per capita deve ser de até um salário mínimo e meio no caso da bolsa integral; e de até três salários mínimos para bolsas parciais (50% da mensalidade).

Professores da rede pública de ensino também podem se inscrever no Prouni, independentemente da renda, para pleitear uma vaga em curso de licenciatura.

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EDUCAÇÃO

Justiça determina que UFTM não cobre por cursos de especialização

A Justiça proibiu a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) cobrar qualquer importância como condição para ingresso ou frequência em cursos de especialização. A decisão em primeira instância e que cabe recurso foi publicada pelo Ministério Público Federal (MPF), nesta terça-feira (21), responsável por mover uma ação civil pública contra a instituição. A UFTM informou ao G1 que não foi notificada da sentença.

Com a medida todos os cursos de pós-graduação lato sensu - voltados para alguma especialização - serão oferecidos gratuitamente. Além disso, a universidade também foi condenada a devolver aos estudantes taxas, mensalidades e outros valores cobrados indevidamente, desde que eles comprovem o efetivo pagamento e que o direito à restituição não esteja prescrito. O Código de Processo Civil prevê prazo de cinco anos, a partir do pagamento indevido, para a restituição do indébito.

Segundo a ação, a UFTM estava cobrando, de forma indevida, taxa de matrícula, mensalidades e outros valores dos alunos e candidatos aos seus cursos de pós-graduação lato sensu. Os cursos, ministrados pelo corpo docente e nas dependências da universidade, não podem ser cobrados, porque são oferecidos por uma instituição pública de ensino.

No texto da ação diz que a universidade defendeu alegando que essa gratuidade somente abrangeria o chamado ensino regular, ou seja, o ensino fundamental, médio, superior em nível de graduação e superior em nível de especialização strictu sensu - doutorado e mestrado.

No entanto, o juiz da 4ª Vara Federal de Uberaba argumentou dizendo que é ilegítima a cobrança de qualquer taxa ou mensalidade em cursos oferecidos por estabelecimento oficial de ensino, independentemente da natureza desses cursos. A sentença ainda determinou que a União se abstenha de autorizar, reconhecer ou credenciar cursos de especialização lato sensu oferecidos pela UFTM que não forem gratuitos.

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FOLHA.COM

Quinta-feira, 23/03/2017

 

EDUCAÇÃO

Professora ensina matemática com reciclagem de óleo na zona sul de SP

"Matemática de novo?" disse uma aluna da professora Cristiane Lacerda, 37, em uma escola pública do Jardim Gaivotas, no Grajaú, zona sul de São Paulo.

Na época, em 2010, a professora e moradora do Grajaú estava no início da carreira e começou a refletir sobre suas aulas e a situação dos estudantes da região.

"Percebi que ali perto não tinha nada, nenhuma diversão. Era uma escola que abria sábado. Então, a única diversão dos alunos era ir para a escola. E, quando um deles disse 'matemática de novo?', pensei que tinha algo errado e precisava mudar'", diz ela.

A primeira atividade para romper a rotina foi a produção de peças de teatro para ensinar matemática. Depois a professora decidiu unir as matérias de exatas com a conscientização ambiental.

Cristiane começou a estimular a reutilização do óleo de cozinha para evitar o descarte incorreto, que entope canos e polui a água.

Os estudantes do ensino fundamental recebem a missão de coletar óleo e informar os vizinhos e familiares sobre as vantagens da reciclagem do resíduo. Por meio desse trabalho, elas aprendem estatística e percentagem.

Por outro lado, parte do material coletado é usada pelos adolescentes do ensino médio para fazer sabão nas aulas de física.

As aulas práticas são ministradas até hoje por Cristiane. Em 2016, ela começou a dar aulas na escola estadual Professor Geraldo de Lima, no Socorro (zona sul), e decidiu montar uma empresa fictícia de sabão com as novas turmas. A ideia agradou tanto os jovens que a produção foi além do sabão.

"Fomos procurando meios de tornar nosso projeto maior. Não ficar só no sabão e ter mais coisa para gente reutilizar o óleo", diz Samantha Cintra, 17, ex-aluna que fez pesquisas e conseguiu produzir velas.

Já Antônio Santana Júnior, 18, teve a ideia de produzir biodiesel e sabão líquido. Entre os experimentos, somente o biodiesel é restrito ao laboratório da escola.

Depois de aprender, os alunos passaram a ensinar pessoas de fora da escola a fazer sabão e velas. A mãe de um deles começou a produzir sabão para vender.

A designer de sobrancelhas Ismailda Nunes, 24, moradora do Grajaú, participou de uma oficina e aprendeu a reciclar o óleo. "Eu jogava o óleo no ralo, mas agora uso para fazer sabão para lavar a louça e o quintal. As velas quero fazer para vender", diz.

"O aluno tem que ter essa conscientização de que ele pode transformar o próprio espaço. Ele não vai conseguir acabar com o impacto ambiental, mas ele precisa minimizar esse impacto", diz a professora.

Os estudantes contam que foram a lanchonetes pedir óleo, mas descobriram que os donos dos estabelecimentos doam o produto para habitantes das redondezas e recebem em troca o sabão.

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EDUCAÇÃO

Em crise, universidade estadual do RJ vive caos sem pesquisa e aula parada

O ano é 2017, mas a Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) ainda está em 2016. Por falta de repasses do governo estadual, a segunda melhor universidade do Estado e uma das 15 melhores do país, segundo o último Ranking Universitário Folha, está parada no tempo.

Seus alunos de graduação não começaram as aulas do segundo semestre de 2016, a pesquisa está quase parando e o hospital universitário funciona abaixo da capacidade.

Dos R$ 90 milhões anuais para custeio da universidade, o governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) repassou apenas R$ 15,5 milhões em 2016, e nada em 2017, diz a Uerj.

Com isso, o pagamento de empresas terceirizadas (vigilância, limpeza, manutenção, restaurante universitário etc.) está atrasado, inviabilizando a retomada das atividades, segundo a reitoria. Os problemas de repasse se arrastam desde 2015. Também estão atrasados pagamentos de servidores –os técnicos entraram em greve em dezembro– e de bolsistas.

O curso de medicina exemplifica os efeitos em cadeia da falta de recursos, que vão de impactos na vida de alunos ao atendimento à população que usa o hospital universitário, referência na rede estadual.

Por causa da paralisação em 2016, alunos do terceiro ano fizeram uma prova de estágio para hospitais municipais tendo estudado só metade do conteúdo necessário.

"O prejuízo é para nós e para a sociedade. A faculdade pública deve dar um retorno de serviço qualificado para a população. Como está, não é possível", diz Yan Ribeiro, 21.

"Se as atividades não forem retomadas até maio ou junho, em um dado momento faltarão alunos de internato, etapa de estágio no hospital universitário", diz o reitor, Ruy Garcia Marques.

Também significa encerrar um ano com cerca de cem médicos qualificados a menos no mercado –a média de formandos anuais da faculdade de medicina da Uerj. A situação se aplica aos demais cursos.

A crise também afeta a pesquisa e estimula a evasão de alunos. Exemplo disso é a pós-graduação em fisiopatologia clínica experimental, que tem nota máxima do Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e reconhecimento internacional. Neste ano, ela só preencheu cerca de 50% das vagas de mestrado e doutorado.

"Os alunos veem que a universidade está com dificuldade de manter as aulas. Vão se matricular num curso que pode parar?", questiona o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação, Egberto de Moura.

O financiamento de pesquisa, diz ele, é feito pela Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio), que não liberou parte dos recursos de 2015 e nada de 2016, acumulando uma dívida de R$ 70 milhões com a Uerj.

"Cada vez mais jovens estão abandonando a pesquisa no Brasil. Os gastos públicos no futuro serão maiores porque a pesquisa contribui para prevenir problemas e gera recursos com desenvolvimento de tecnologias", diz Moura.

Carla Borges, 21, estudante de educação física, está sem receber a bolsa de iniciação científica, mas não pode buscar trabalho fora da universidade sem se desvincular dela. Por causa do atraso no início das aulas, não poderá fazer mestrado fora do país, para o qual já havia passado.

"Estou desolada, com os planos para o futuro congelados e sem dinheiro", diz.

SALÁRIOS ATRASADOS

Como os demais servidores do Estado, professores e técnicos da Uerj vêm recebendo seus salários parcelados e com atraso. A quinta e última parcela do pagamento de janeiro foi depositada na sexta (17). Não há previsão de quando cairão os salários de fevereiro e de março deste ano, tampouco o 13º de 2016.

O atraso no calendário da Uerj começou após uma greve de março a julho de 2016, em busca de reajustes de salários e bolsas e da normalização dos repasses do governo.

Os grevistas e o governo chegaram a um acordo que deu fim à paralisação: haveria reformulação do plano de carreira, aumento da bolsa de R$ 400 para R$ 450 (a partir de janeiro de 2017), repasse de R$ 13 milhões emergenciais e de mais cinco parcelas mensais de R$ 10 milhões.

Só o repasse emergencial foi cumprido. "Com o repasse, terminamos as aulas do primeiro semestre, mesmo sem condições. Neste ano, os problemas voltaram e piores. Sem segurança, sem limpeza, com o bandejão fechado, nós sem salário e os estudantes sem bolsa", diz Lia Rocha, presidente da Associação de Docentes da Uerj. Os docentes estão em greve desde o fim da última paralisação.

Em janeiro, a reitoria decidiu suspender o reinício do segundo semestre de 2016 por falta de condições básicas.

A Uerj agora negocia retomar os serviços de limpeza e elevador, e espera poder começar as aulas no dia 27. Também pretende entrar na Justiça contra o governo para obter o repasse de verbas.

HOSPITAL

O Hospital Universitário Pedro Ernesto tem 41 especialidades e é referência no Estado. Com capacidade para 512 leitos, trabalha hoje com 188. Em dezembro, eram 70, devido à falta de pagamento de salários.

A lenta retomada de atendimentos se deve ao fato de que seus servidores estão recebendo em condições um pouco melhores que os aposentados e demais servidores da Uerj. Por via judicial, o Estado foi obrigado a pagar esses servidores dentro do mês. Isso porque seus salários vêm do Fundo Estadual de Saúde, e não da Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia, como os dos servidores da Uerj.

Técnicos de enfermagem denunciam, porém, falta de materiais básicos e medicamentos. "Não temos insumos básicos. Falta esparadrapo, agulhas e medicamentos como antibióticos. Participei de uma cirurgia ontem, um paciente teve o rim retirado e não havia esparadrapos inteiros", diz Kátia Regina, 53.

O diretor, Edmar dos Santos, nega que haja falta de materiais, mas reconhece que existem problemas com medicamentos.

OUTRO LADO

O governo do Estado do Rio diz que tem se esforçado para buscar soluções para o que descreve como "quadro de graves dificuldades enfrentadas pela" instituição". Sinal disso, diz, é que 76% do orçamento total da Uerj foram repassados em 2016.

"Os repasses não ocorreram na sua totalidade devido à crise nas finanças estaduais, provocada pela significativa queda na receita de tributos em consequência da depressão econômica do país, pelo recuo na arrecadação de royalties e a redução dos investimentos da Petrobras."

A Secretaria de Fazenda nega que não tenha feito repasses em 2017, reitera que pagou os salários de janeiro, e diz que se esforça para quitar os de fevereiro.

Diz ainda que "os professores têm sido valorizados pelo governo estadual". "Desde o início de 2010, houve aumentos de salários para os professores da instituição que variaram entre 43,7%, no caso dos professores adjuntos, a 73,3%, para professores associados. O número de bolsas pagas a alunos de graduação subiu de 2.004, em 2007, para mais de 8.500."

Sobre a Faperj, diz que repassou a maior parte dos recursos para 2015 e 2016 –R$ 445,9 milhões em 2015 e R$ 330,8 milhões em 2016.

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Clipping da educação, encaminhado pela Diretoria de comunicação social do IFG, todas as quintas.

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