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ARTES

IFG Aparecida de Goiânia tem Galeria de Artes Visuais

Criado: Segunda, 25 de Setembro de 2017, 21h17 | Última atualização em Quarta, 04 de Outubro de 2017, 10h04

Os alunos do Ensino Médio inauguraram a Galo – Galeria de Artes e Ofícios.

imagem sem descrição.

Na sexta-feira, 22, foi aberta no IFG Aparecida de Goiânia a exposição de xilogravuras produzidas pelos alunos dos cursos técnicos integrados ao ensino médio. Ao todo foram selecionadas 20 obras, que continuam expostas e abertas à visitação na GALO – Galeria de Artes e Ofícios, criada a partir deste projeto, na Sala 16 do Bloco B do câmpus Aparecida de Goiânia. A visitação vai até o dia 31 de outubro, de segunda a quinta-feira, das 12h às 14h.

 

Coordenados pelo professor Alexandre Guimarães, de Artes Visuais, os artistas-aprendizes fizeram um semestre de aulas da disciplina de “Arte e Processo de Criação” e puderam experimentar o universo das artes plásticas, enquanto produto de um encadeamento de ações. Somente na abertura, mais de 100 pessoas visitaram a GALO, que contou com caderno de assinaturas na entrada e a performance da professora de dança Giovana Consorte, que convidada os transeuntes à interação.

 

 

Yuri Félix, do 2º ano de Agroindústria, em visita à GALO.

 

A perspectiva é de que todos os alunos e servidores do câmpus façam esse passeio, bem como visitantes da comunidade externa, como os familiares dos alunos expositores e monitores. O aluno Yuri Felix Vieira, do 2º ano de Agroindústria, relatou sua experiência ao conhecer a exposição: “Eu acho muito interessante. Ela contribui muito para o pensamento crítico dos alunos. A gente consegue perceber, de obra em obra, a percepção de cada aluno sobre a realidade do mundo, sobre o que cada pessoa pensa. Nossa escola é muito diversificada, então cada obra representa um pouco de nós."

 

Em entrevista, o professor Alexandre explica sua metodologia: “A ideia é que o aluno vivencie um processo criativo completo, até a entrega da obra ao seu público, assim como acontece com a música, com o teatro, com a dança aqui do câmpus. Mas é preciso ressaltar que, como professor, eu considero muito mais importante o processo do que o resultado. O resultado é fantástico, é sedutor, mas meu olhar é sobre o caminho. Sobre o que eles descobriram, os enfrentamentos, os medos e prazeres. O eixo é a experiência estética. A experiência de criar e trabalhar com a imaginação. No caso da xilogravura, com uma técnica milenar, artesanal, que exige muita paciência e dedicação e que contrasta com o próprio cotidiano dos meninos, que é do celular, da tecnologia. E o nível de dedicação para um trabalho desse não é diferente da dedicação que eles têm pras redes sociais.”

 

Sobre o resultado, ele complementa: “O trabalho de criação levou quatro meses, sendo que as aulas aconteciam somente uma vez por semana, e as obras só podiam ser manuseadas no ateliê, por causa dos instrumentos e do maquinário exigido pra essa técnica. Então, considerando todas essas particularidades, a minha avaliação é que a produção é muito boa e é uma produção que diz muito deles. A gente tem expressões regionais, como os cavalos, crenças, como no caso do São Jorge, personagens do universo dos quadrinhos, temas livres, como nessa obra que representa o feminino e que traz a nudez nessa época de polêmica sobre o nu na arte, além de quatro obras que representam a cidade. Além do fato de, por ser um trabalho feito em um ambiente coletivo, podermos perceber um certo afetamento do trabalho do outro, no meu trabalho, que não é uma cópia, mas é uma partilha. Tudo isso enrique essa exposição e o desenvolvimento dos alunos.”.

 

Representação: Da cultura regional à atitude visual

 

Karytha Suelen, do 2º ano de Química. Cultura Regional.

 

Duas estudantes, que são monitoras da exposição e também tiveram  obras selecionadas, explicaram o que que buscaram com seus trabalhos. Karytha Suelen, do 2º ano de Química, fala sobre sua pesquisa que antecedeu as aulas e a representação da cultura regional do Centro-Oeste em sua criação: “A minha obra foi baseada em um renomado artista brasileiro da Xilogravura, o Gilvan Samico. A arte dele era toda voltada pra cultura do Nordeste, algo que nasceu a partir do contato do de Gilvan com as ideias de Ariano Suassuna para o Movimento Armorial. A partir dali ele passou a representar algo legitimamente brasileiro. Por isso que eu fiz a minha obra baseada na cultura goiana. A figura do cavalo, do berrante, do homem caipira é algo que está presente na nossa realidade, ou pelo menos no pensamento que as pessoas têm sobre nós. Eu quero continuar na Xilogravura, tanto que eu pedi pra continuar sendo monitora do Projeto de Extensão, pra eu continuar desenvolvendo a técnica e aprendendo mais com o professor.”

 

Rafaela Santos, do 2º de Agroindústria, e seu trabalho baseado em Ramon Rodrigues.

 

Rafaela Santos Menezes, do 2º ano de Agroindústria também falou de sua criação: “A minha obra foi inspirada no trabalho de Ramon Rodrigues. Todas as xilogravuras dele remetem muito a uma coisa sombria. Ele faz muitas coisas góticas. Então eu quis pegar um pouco desses traços, desta característica. E uma coisa que eu gosto muito em termos de imagem, é o uso de barbas pelos homens. Meu irmão tem e eu acho muito bonito. Então, tudo que eu faço aqui nas aulas de arte, eu tento colocar a barba. Inclusive eu fiz um Batman, que ficou caracterizado justamente pelo fato de eu ter desenhado o personagem com barba. Todos gostaram... minha família gostou muito. É uma referência que eu uso nos meus trabalhos. Sobre a exposição, quando o professor falou que ia expor nossas obras, eu fiquei muito feliz. Eu não acreditei! Falei pra ele que com a exposição eu me sentiria uma artista de verdade.”

 

Desdobramentos

Gabriel Sampaio, do 2º de Agroindústria, fala do filme em Time Lapse que está produzindo sobre a exposição.

 

O aluno Gabriel Sampaio Gonçalves, do 2º ano de Agroindústria, que também é monitor da exposição, explica que mais atividades estão nascendo do projeto da GALO. No caso dele, um vídeo em Time Lapse está sendo produzido, para uma divulgação futura dos trabalhos que foram expostos na Galeria. E ele explica o que é essa nova produção: “É como se fosse um vídeo, que não é promocional, mas que amplia o interesse das pessoas nesse trabalho. É uma série de fotos que narram todo o acontecimento. Elas são reunidas em um padrão de edição que cria intervalos de 5 segundos. Nós já começamos a cria-lo, e agora nós vamos fazer fotos de outros ângulos pra complementa-lo. Esse material vai servir pra que as pessoas que não puderam ver presencialmente essa ação, possam também conhecer o que foi montado pelos alunos de artes visuais.”

 

Galo

Em nota explicativa sobre o nascimento da Galo, o professor Alexandre Guimarães conta que o nome “Galeria de Artes e Ofícios” rememora os Liceus de Artes e Ofícios, que surgiram no séc. XIX como instituições para o letramento e educação profissional de trabalhadores. “Com intensa influência da cultura negra sobre o saber fazer e o saber ensinar, estas escolas mantiveram nos seus currículos o ensino da arte, sobretudo do desenho, como princípio à aprendizagem de um ofício industrial ou artesanal”, informa.

A história do Instituto Federal de Goiás está intimamente ligada ao nome da Galeria, pois os Liceus de Artes e Ofícios fundamentaram a criação, já no início do séc. XX, das Escolas de Aprendizes em Artífices, hoje Institutos Federais, inserindo as discussões em torno da educação profissional na agenda do governo brasileiro pós-libertação dos escravos, conforme lembra o professor.

 

 

Fotos do evento de abertura da GALO.

 

Coordenação de Comunicação Social e Eventos / Câmpus Aparecida de Goiânia

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