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saúde emocional

Psicóloga do IFG alerta para a importância da aceitação da situação e do equilíbrio pessoal

Criado: Terça, 07 de Abril de 2020, 19h55 | Última atualização em Quinta, 16 de Abril de 2020, 18h18

Thaís de Carmargo participou de live nesta terça-feira e deu dicas para que o bem-estar

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Ninguém nunca imaginou viver o que estamos vivendo; ninguém está preparado para esse momento e não sabemos lidar com ele. Por isso, cada pessoa precisa olhar para si mesma, entender os seus sentimentos e aceitá-los, tem de buscar coisa que lhes façam bem para ter equilíbrio emocional. Estas questões foram tratadas pela psicóloga Thaís de Camargo Oliveira, da Coordenação de Assistência ao Servidor (CAS), da Reitoria do IFG, em entrevistada ao vivo (Live) realizada nesta terça-feira, pelo Instagram.

Com o tema “Saúde emocional em tempos de pandemia do coronavírus”, a entrevista foi conduzida pela jornalista Adriana Souza Campos, diretora de Comunicação Social da Reitoria do IFG. Em uma hora de bate-papo, Thaís deu dicas importantes para que todos possam buscar o equilíbrio emocional, mesmo em tempos de sofrimento coletivo.

Ansiedade

A psicóloga afirmou inicialmente que a saúde mental e emocional afeta a saúde física e que o estresse afeta diretamente o sistema imunológico. Por isso, é muito importante cuidar do emocional. “Temos de nos esforçar para estarmos bem em casa e para estarmos bem para a volta as atividades”, afirmou.

Thaís disse que a mudança de rotina, as incertezas e os medos geram ansiedade, mas que é preciso que todos se lembrem que estamos vivendo uma situação excepcional, na qual cada um reage de uma maneira. O importante, avalia, é que as cobranças não sejam demasiadas; que cada um faça o melhor que pode fazer, mas saiba que nem sempre vai poder fazer tudo.

A ansiedade, explicou, é gerada por dois fatores: desejo de antecipar o futuro e desejo de controlar tudo. “E a gente não tem mais controle de nada. A gente não sabe como vai ser o amanhã, como vai pagar as contas e tem se saber lidar com isso”, resigna-se.

Estratégias individuais

Thaís ressalta que o importante é cada pessoa buscar o equilíbrio. “o corpo funciona de maneira integrada; não dá para separar o emocional do físico. O que eu como influencia no meu estado de ânimo, o sono influencia, tudo está integrado. Por isso devemos procurar entender o que nos faz sentir pior ou melhor”, comentou.

Segundo ela, nem todo mundo reage da mesma maneira e cada pessoa tem seu caminho na busca do equilíbrio. “Para alguém a prática da ioga funciona, para outro o chá, para mim é o chocolate. Nesse momento tão difícil, é importante a gente olhar para dentro e perceber o que nos faz bem”, ensinou.

Trabalho em casa

Na busca desse equilíbrio, Thaís lembrou que é preciso dosar o trabalho em casa, quando se está em atividades remotas. Segundo ela, o fato de trabalhar em casa não pode significar trabalhar o tempo todo, sem horário definido. Ela recomenda a definição de horário e de rotina para o trabalho realizado em casa.

Para eliminar a sensação de que o trabalho em casa rende menos, ela recomenda a organização das prioridades. “Podemos, a cada dia, definir quais coisas precisam ser resolvidas, quais são mais importantes. No final do dia, podemos não ter feito tudo, mas vamos visualizar o que fizemos e veremos que foi muito”.

Diálogo

Em tempos de quarenta, a psicóloga lembrou que se tornam mais frequentes os conflitos no trabalho e também em casa. Para evitá-los ou minimizá-los, ela afirma que somente por meio do diálogo. “Os chefes têm de entender que nem todo mundo vai estar bem o tempo todo. Tem gente que quando chega o estresse, sai resolvendo tudo; mas tem gente que fica paralisado”, explicou.

O mesmo se dá em casa. Segundo ela, alguns querem aproveitar que todos estão juntos e resolver tudo, o que não é possível. “O diálogo é o melhor caminho: é importante que cada um expresse suas expectativas, que a mãe fale que quer ver a casa limpa, que os filhos também se expressem.”

Estudantes

Para os estudantes do IFG, Thaís de Camargo tem as mesmas palavras de calma e resiliência. “Não adianta ficar o tempo todo preocupado com a volta às aulas. É preciso viver o hoje. Se você está bem, procure estudar, ler, se aprofundar em assuntos que gosta. Mas se não, entenda que está tudo bem. Não dá para exigir que todos tenham a mesma reação”, enfatizou.

Ela lembrou que os estudantes adolescentes podem estar sofrendo mais, porque nessa fase, o convívio social é ainda mais necessário. Mas disse que todos devem se lembrar que a prioridade é a saúde de cada um e de todos. “Perguntam pela volta às aulas, mas não temos essa resposta. As avaliações estão sendo feitas semanalmente e dependemos também das decisões das autoridades”, disse.

Dicas

- Olhe para dentro e procure identificar o que lhe faz bem. Faça o que lhe faz bem.
- Não pense no que você não pode controlar e tente controlar o que você pode (sua rotina, sua alimentação, seu trabalho em casa).
- Gaste energia. A energia acumulada pode se transformar em ansiedade, limitação e até violência. Faça atividades físicas, dance, brinque (mesmo em casa).
- Limite as leituras de notícias sobre a pandemia a duas vezes por dia e procure fontes confiáveis.
- Fale com as pessoas que você ama, em especial, com os idosos (avós, pais tios etc).
- Procure apender uma coisa nova, mesmo sem sair de casa.
- Valorize as coisas boas do seu dia: um pôr do sol, a brincadeira de criança, o carinho do animal de estimação.
- Não replique todas as informações que recebe e procure difundir informações positivas.

As entrevistas do IFG fazem parte das ações institucionais que estão sendo desenvolvidas pela Instituição. A ação é de iniciativa da Diretoria de Comunicação Social, em diálogo com a Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional e Recursos Humanos, e conta com apoio da Diretoria Executiva e dos comunicadores de todos os câmpus do IFG, que atuam em rede. O Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor Federal (Siass IFG/IF Goiano) também integra a ação.

 

Diretoria de Comunicação Social/Reitoria.

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