Pesquisa e Extensão

Estudantes do Ensino Médio Técnico levam resultados de pesquisa a crianças quilombolas

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Publicado: Quinta, 29 de Janeiro de 2026, 13h11 | Última atualização em Quinta, 29 de Janeiro de 2026, 13h12

Alunas do curso Técnico Integrado em Edificações ministraram oficina de pintura a crianças da comunidade quilombola Kalunga, em Teresina de Goiás, a partir de pesquisa orientada pela professora Jéssica Azevedo Coelho

imagem sem descrição.

Após ter sido levado ao público na Feira Integrada de Ciências (Fecin) e em mostra interna do Câmpus Aparecida de Goiânia, respectivamente nos meses de outubro e dezembro, a pesquisa “(Cor)alinas – Pintando com as cores do Cerrado”, coordenada pela professora Jéssica Azevedo Coelho e desenvolvida pelas estudantes Andressa Iasmim Tavares Lopes, Juliana Mendes Belém de Freitas e Mariana Oliveira Magalhães, do curso Técnico em Edificações, foi adaptada a uma atividade de extensão com a oficina de pintura com tintas naturais voltada para crianças quilombolas Kalunga da comunidade de Diadema, município de Teresina de Goiás.

A oficina de pintura foi um evento de educação escolar quilombola que integrou o projeto Centro de Formação em Educação Escolar Quilombola Kalunga – Quilombos, Ancestralidade e Resistências, realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2025, com o objetivo de fortalecer práticas educativas enraizadas na ancestralidade e na resistência histórica das comunidades quilombolas. No evento, organizado pela Associação Quilombo Kalunga (AQK), as alunas Andressa Iasmim Tavares Lopes e Mariana Oliveira Magalhães ministraram a oficina de pintura com tintas naturais para as crianças cujos pais estavam participando das atividades, como palestras, apresentações culturais, exibição de documentário, rodas de conversa, entre outras.

 

Projeto mais amplo

Inspiração para a oficina, a pesquisa “(Cor)alinas – Pintando com as cores do Cerrado” tem sua fonte na biodiversidade do Cerrado brasileiro e investiga o potencial de pigmentos naturais para a formulação de tintas sustentáveis voltadas à construção civil, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 da Organização das Nações Unidas (ONU): Cidades e Comunidades Sustentáveis. Quando levaram seu trabalho à Fecin, as integrantes da pesquisa já manifestavam o desejo de ir além. A professora Jéssica Coelho explicou que a proposta apresentada é o início de um projeto mais amplo, que busca unir tecnologia, sustentabilidade e valorização dos recursos regionais.

O nome do projeto "(Cor)alinas – Pintando com as cores do Cerrado" é uma homenagem à poetisa Cora Coralina, cuja obra celebra a força da terra, da memória e da cultura popular goiana. A pesquisa parte da herança histórica do uso de pigmentos naturais, presente desde as pinturas rupestres até as construções populares revestidas com argamassas de terra. A professora Jéssica destaca que “ao resgatar esse saber ancestral e adaptá-lo às demandas contemporâneas, o projeto propõe alternativas de baixo impacto ambiental, livres de compostos tóxicos, que preservam a identidade local e contribuem para a melhoria da qualidade do ar ambiental, livres de compostos tóxicos, que preservam a identidade local e contribuem para a melhoria da qualidade do ar”.

 

Compartilhando saberes

Para as estudantes que ministraram a oficina, o trabalho foi uma rica experiência. Mariana Magalhães destaca o valor da viagem, dos conhecimentos e do compartilhamento de saberes. “Viajar para tão longe de casa com o propósito de levar para outras pessoas o que fazemos nas nossas pesquisas é gratificante. Estar em um local com pessoas tão calorosas e alegres só melhora essa experiência. Para mim, foi algo muito marcante, nunca irei esquecer das pessoas de lá e de quão lindo lá é”, afirmou. Sua colega Andressa Lopes também está certa de que a vivência é um marco em sua vida. “Como primeira experiência viajando pra um lugar que me fez sair da rotina, frequentando um lugar novo, podendo conhecer pessoas novas e viver experiências gratificantes que eu sei que vou levar como ensino, podendo conhecer culturas diferentes e estilos diferentes. Foi incrível e eu sempre vou levar comigo as lembranças maravilhosas e as pessoas que fizeram parte dessa lembrança junto comigo”, relatou.

 

Imagens da oficina

 

Coordenação de Comunicação Social e Eventos - Câmpus Aparecida de Goiânia