Encontro Formativo do NAPNE é reconhecimento da diversidade e apoio ao desenvolvimento educacional
O encontro foi realizado em abril no Câmpus Aparecida de Goiânia do IFG com informações sobre legislação e sobre características da diversidade no neurodesenvolvimento
O Encontro Formativo sobre Educação Inclusiva do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) do IFG – Câmpus Aparecida de Goiânia, realizado no dia 22 de abril, foi um momento importante para o reconhecimento e sensibilização da comunidade acadêmica sobre a diversidade presente no ambiente educacional e para o desenvolvimento educacional de todos os estudantes. A avaliação é do diretor-geral do IFG Aparecida, professor Marcos Flávio Mércio de Oliveira. Com apresentações da diretora do Centro de Atendimento Educacional Florescer, professora Andréia Bessa, e da professora Jussimária Almeida dos Santos, do IFG Aparecida, o Encontro Formativo contou com a participação de professores do câmpus e de técnicos administrativos lotados no Departamento de Áreas Acadêmicas.
O Encontro Formativo proporcionou aos participantes informações sobre mudanças na legislação que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, além da apresentação de características relacionadas às condições neurodesenvolvimentais que afetam a comunicação, atenção e o comportamento de estudantes, especificamente nos casos do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A abertura foi feita pelo diretor-geral Marcos Flávio e pela coordenadora do NAPNE do IFG Aparecida, Cátia Dias Marques. Eles destacaram a relevância da iniciativa para possibilitar uma atuação conjunta com vistas à construção de um espaço escolar de cada vez mais respeito e melhor convivência.
Apoio aos alunos
Pedagoga pós-graduada em Atendimento Educacional Especializado e em Sociolinguística e Letramento, Andréia Bessa fez uma abordagem acerca do decreto federal 12.773/2025 (altera ao decreto 12.686/2025), que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva. Ela destacou a obrigatoriedade do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede federal; a garantia de acesso, permanência e êxito na aprendizagem estudantes da educação especial; apresentou estudos de casos para auxiliar na identificação dos estudantes com Necessidades Educacionais Especiais (NEE); e falou sobre o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) e o Plano Educacional Individualizado (PEI).
Andréia explicou que com a nova legislação não há mais obrigatoriedade da escola em ter laudo médico para reconhecer o autismo e a síndrome de TDAH e altas habilidades, bem como para adotar medidas de apoio ao atendimento de estudantes que sejam assim reconhecidos a partir de uma avaliação biopsicossocial pelo estudo de caso pedagógico. “O decreto vem principalmente para dizer que a equipe docente pode deliberar sobre apoios ao aluno”, afirmou Andréia. Ela apresentou situações já vivenciadas por ela que demonstram o potencial de avanço no desenvolvimento de estudantes quando recebem atenção adequada do ambiente educacional. Andréia Bessa se colocou à disposição para apoiar professores do IFG Aparecida por meio do Centro de Atendimento Educacional Florescer, unidade de atendimento educacional especializado da rede pública estadual de ensino.
Em um segundo momento do Encontro Formativo do NAPNE do IFG Aparecida, a professora Jussimária Almeida dos Santos fez duas apresentações específicas sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Ela falou das características de cada abordagem e sobre mitos que cercam cada uma delas, com destaque a diferenças nas gradações. A professora orientou os participantes do encontro sobre o preenchimento de ficha do Plano Educacional Individualizado (PEI).
No Encontro, realizado na véspera do Dia Nacional da Educação de Surdos, foi feita a apresentação de um vídeo em Libras com tradução em Português, direcionado aos professores sobre a inclusão de estudantes surdos. O vídeo fez uma reflexão sobre a importância do envolvimento de toda a comunidade para que a inclusão aconteça de fato. Foram citados exemplos de cuidados simples que fazem diferença na educação inclusiva, como recursos visuais e apoio aos intérpretes de Libras na apresentação prévia de conteúdos.
Coordenação de Comunicação Social e Eventos / Câmpus Aparecida de Goiânia
