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Inclusão

Napne inicia atendimento a alunos com necessidades específicas no Câmpus Goiânia

Publicado: Quarta, 05 de Setembro de 2018, 08h10 | Última atualização em Sexta, 22 de Fevereiro de 2019, 11h05

O núcleo é composto por equipe multidisciplinar de servidores e estagiários e funciona na sala T -200

Estagiários do Napne do Câmpus Goiânia durante formação para atendimento aos alunos. Na foto: Tasmin Gregorin, Danicley Gomes, Carmen Meloni e Carla Ramirez.
Estagiários do Napne do Câmpus Goiânia durante formação para atendimento aos alunos. Na foto: Tasmin Gregorin, Danicley Gomes, Carmen Meloni e Carla Ramirez.

Com o objetivo de promover educação para a convivência e aceitação da diversidade no ambiente educacional, o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) é a mais nova instância recentemente instituída no Câmpus Goiânia, para acolher e ajudar estudantes da unidade com necessidades específicas que contemplem, por exemplo, as diversidades visual, auditiva, motora e neurodiversidade. O núcleo iniciou o atendimento de segunda a sexta, das 7h às 18h, na sala T-200 no câmpus desde o final do mês de agosto. O órgão é integrado por uma equipe multidisciplinar de servidores e conta também com a participação de estagiários nesse trabalho para a promoção da inclusão na unidade.

Cada um dos 14 câmpus do IFG possui um Napne, conforme Resolução do Conselho Superior do IFG n° 30, de 2 de outubro de 2017, que estabelece o regulamento desse órgão na instituição. No Câmpus Goiânia, o Núcleo se estruturou primeiramente com a nomeação de uma equipe multidisciplinar composta por psicólogas, pedagoga, assistente social e professores pertencentes ao quadro de servidores do Câmpus Goiânia.

Integram o Napne na unidade os servidores: Maria Cristina Hidalgo ( assistente social), Soraya Bianca (professora), Lara de Assis (pedagoga),Cintia Lustosa (psicóloga), Luísa da Paixão (psicóloga), Marshal Gaioso (professor), Sandra Longhin (professora) e Júlia Rossi (psicóloga). Para completar essa equipe, foram contratados por meio de seleção quatro estagiários da área de educação: Carla Barbosa ( estudante de psicologia na Universidade Federal de Goiás - UFG), Tasmim Gregorin( estudante de licenciatura em Música no IFG – Câmpus Goiânia), Danicley Gomes ( estudante de Letras/Português no IFG – Câmpus Goiânia) e Carmen Meloni ( estudante de pedagogia da UFG).

A constituição do Napne no Câmpus Goiânia é vista como um processo embrionário, segundo a professora e integrante do núcleo Sandra Longhin, apesar de já existir uma legislação brasileira para inclusão da pessoa com deficiência. Para ela, o grupo reúne pessoas lutadoras e comprometidas com a questão da inclusão.

“As pessoas que se organizaram para estarem dentro do Napne são pessoas que entendem as questões próprias da inclusão e estão dispostas a lutar para que esse núcleo realmente se efetive. É uma questão que está posta, a gente não tem que discutir se tem que ter o Napne ou não, temos que efetivar o núcleo. É preciso possibilitar apoio a esses alunos com necessidades educacionais específicas. Essas pessoas têm o direito de estarem aqui e, a partir do momento que possibilitamos a entrada desses alunos, nós temos que dar condições para eles consigam ir até o final do curso”, defende a professora Sandra Longhin.

Formação para inclusão

Para iniciar o atendimento do Napne, os estagiários contratados passaram por uma capacitação no final do mês de agosto, que foi ministrada pelos estagiários de psicologia escolar da PUC Goiás que realizam estágio no câmpus, Felipe Nakamura e Lorrane Anastácio. Na formação, os estagiários do Napne estudaram conteúdos teóricos sobre educação inclusiva e ainda realizaram vivências práticas, que envolveram experiências de se colocar no lugar do outro que possui uma necessidade específica. Por exemplo, a necessidade advinda da diversidade visual que foi posta como uma vivência na formação dos participantes, os quais foram desafiados a percorrerem o Câmpus Goiânia com os olhos vedados, sendo motivados a superarem as barreiras enfrentadas nessa experiência com a ajuda do próximo.

Formação do Napne no Câmpus Goiânia envolveu vivência para experimentar a diversidade visual.
Formação do Napne no Câmpus Goiânia envolveu vivência prática para experimentar a diversidade visual.

 

Na formação, saíram ganhando tantos os estudantes que ministraram a capacitação quanto os estagiários do Napne, assim consideram os alunos de psicologia da PUC Goiás que aplicaram a capacitação. “A estruturação do Napne é uma etapa muito importante no Câmpus Goiânia e acho que a psicologia escolar tem muito a contribuir nesse aspecto de incluir as diversidades nesse contexto. Está sendo muito rico pra minha formação poder trabalhar com esses assuntos aqui no IFG”, afirma Felipe Nakamura. Já para Lorrane, o trabalho junto ao Napne possibilitou um maior interesse pelo tema da inclusão.

No momento, os estagiários do Napne já estão realizando o acompanhamento de estudantes com necessidades específicas que solicitaram acompanhamento por meio da abertura de processo. Mas, além desses, o objetivo é que os demais estudantes do câmpus que possuam necessidades específicas procurem o Napne e preencham o formulário para dar início ao atendimento pelo núcleo.

“Nosso trabalho não é apenas acompanhar o aluno com necessidades, mas também levantar dados sobre todos os estudantes com necessidades específicas no câmpus, porque hoje não há esse mapeamento. Também queremos promover eventos sobre inclusão”, explica a estagiária do Napne, Carla Ramirez. Para a também estagiária do núcleo, Tasmin Gregorin, muito mais que realizar o acompanhamento de alunos, o trabalho do grupo é apoiar os estudantes com necessidades específicas, compreender suas demandas e auxiliar na superação dessas barreiras, para que eles tenham autonomia.

Na visão da pedagoga Lara de Assis, uma das integrantes do Napne, a contratação de estagiários da área de educação foi essencial para que fosse iniciado o trabalho do núcleo no câmpus. Porém, ela considera que para um efetivo funcionamento, o núcleo carece de mais apoio institucional, especialmente porque os servidores do Napne dividem suas tarefas entre as funções de seus cargos e as atribuições do núcleo, não havendo uma coordenação do Napne na câmpus neste momento. Na opinião da pedagoga, uma solução para uma melhor efetivação do núcleo é a contratação de profissionais temporários com formação específica em inclusão.

Inclusão em prol da autonomia

A senhora Ludmilla Marques (mãe da aluna Yasmin Marques),  a aluna Yasmin Marques, estagiária do Napne, Carla Ramirez, e a professora e membro do Napne, Sandra Longhin.
A senhora Ludmilla Marques (mãe da aluna Yasmin Marques); a estagiária do Napne, Carla Ramirez; a aluna Yasmin Marques, e a professora e membro do Napne, Sandra Longhin.

 

Mesmo em pouco tempo de funcionamento, o Napne já tem feito a diferença. Quem afirma é a estudante do 2º período de Engenharia Ambiental e Sanitária, Yasmin Rebeca Marques, que começou a contar com o acompanhamento da estagiária do Napne Carla Ramirez durante as suas aulas. Segundo Yasmin, nesse momento, as duas estão observando em quais conteúdos a estagiária poderá auxiliar para superação das dificuldades na aprendizagem. Yasmin revela que conta também com o apoio de seus colegas de turma para enfrentar as dificuldades em sala de aula.

Segundo a mãe de Yasmin, Ludmilla Flávia Marques, que acompanha todos os dias a filha ao câmpus devido às necessidades específicas enfrentadas pela estudante, o auxílio da estagiária do Napne tem sido positivo. Ela conta que a filha sempre contou com o acompanhamento na educação básica, e agora no IFG espera que esse apoio do Napne possa ajudar a estudante. “Para ela está sendo bom, porque ela tem bastante dificuldade, tendo o apoio de uma estagiária de psicologia é melhor ainda”, destaca a mãe de Yasmin.

E a educação inclusiva atinge não apenas Yasmin, mas também a sua mãe. Como moram distante do Câmpus Goiânia, em Goianira, e dependem de transporte coletivo, Ludmilla Flávia Marques fica acompanhando e aguardando sua filha todos os dias durantes as aulas no matutino, de segunda a sábado. E a convivência no câmpus afetou também a mãe, que hoje colabora na horta do câmpus. Ludmilla já plantou mudas de manjericão e orquídeas, as quais ela apaixonada. Segundo ela, pensa em fazer o Enem para cursar Engenharia Ambiental e Sanitária no IFG – Câmpus Goiânia, por causa da paixão por meio ambiente e a botânica e também pela instituição.

Enquanto acompanha a filha diariamente, Ludmilla Marques colabora na horta do Câmpus Goiânia.
Enquanto acompanha a filha Yasmin diariamente, Ludmilla Marques colabora na horta do Câmpus Goiânia.

 

E não apenas mãe e filha são beneficiadas com o Napne, mas também os docentes, considera a professora Sandra Longhin. Ela, que leciona aula de Química Ambiental para Yasmin - aluna atendida pelo Napne, enxerga no acompanhamento feito pelo núcleo uma parceria para os docentes que são interpelados com situações trazidas pela inclusão, mas que, por vezes, se sentem sozinhos e incapazes diante dessas questões. E, para tanto, a professora acredita que é necessária a capacitação em educação inclusiva fornecida pela instituição para os professores.

“Cada aluno é uma situação e, às vezes, nós, professores, não sabemos o que fazer, porque não fomos preparados para aquela situação. Então eu acredito que esse acompanhamento vai colaborar demais comigo e com outros professores. É preciso do entendimento que nós somos uma instituição de ensino e precisamos crescer com esse olhar para todos, para as pessoas com necessidades educacionais especializadas, seja a partir do Napne ou seja por meio dos professores que possam colaborar nesse trabalho, no sentido de solidificar esse núcleo”, destaca a professora Sandra Longhin.

Veja mais fotos do atendimento do Napne do Câmpus Goiânia na página do câmpus no Facebook

 

Coordenação de Comunicação Social do Câmpus Goiânia.

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