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Covid-19

Centenas de trabalhadores da educação recebem vacina no Câmpus Formosa do IFG

Nova data para outra etapa de vacinação no Câmpus Formosa já está marcada: será na próxima quinta-feira, 17 de junho, para gestantes, lactantes e servidores do IFG que ainda não foram vacinados

  • Criado: Quinta, 10 de Junho de 2021, 22h47
  • Última atualização em Quarta, 16 de Junho de 2021, 10h52
Profissionais aguardam a vez no saguão do Câmpus para tomar a vacina
Profissionais aguardam a vez no saguão do Câmpus para tomar a vacina

Mais de 500 trabalhadores da educação do ensino superior, cursos profissionalizantes, de idiomas e demais atuantes na área em instituições do município de Formosa receberam hoje a primeira dose de imunizante contra a Covid-19, e o Câmpus Formosa do Instituto Federal de Goiás (IFG) foi o polo de vacinação.

Das 8h às 17 horas, o Câmpus esteve à disposição do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do município, recebendo 526 trabalhadores de instituições públicas e privadas. O diretor-geral do Câmpus Formosa, professor Thiago Gonçalves Dias, entrou em contato com a coordenadora do Núcleo de Vigilância, Jéssica Santos no final de maio, para iniciar a parceria.

Diversos professores, técnicos administrativos, terceirizados e estagiários do Câmpus receberam hoje a primeira dose da vacina Comirnaty, da Pfizer-BioNTech. A próxima está marcada para 4 de setembro. Para a aplicação dessa vacina, é necessário cuidados extra com temperatura, manuseio e material. Ela tem validade reduzida e deve ser mantida e aplicada em local refrigerado. Por isso, o Câmpus Formosa é um bom lugar para fazer uso desse imunizante.

“Vacina, sim!”, na fala dos vacinados. Para eles, não há espaço para negacionismo. A servidora técnico-administrativa do IFG, Marilene Antônia Muniz, primeira técnica do dia a tomar a vacina, disse que confia na ciência: “A gente avançou muito e não pode desmerecer o trabalho de tantos anos de acúmulo de conhecimento”. Para ela, a responsabilidade social e coletiva prevalece sobre as vontades particulares. “A vacina é para salvar vidas; é um ato não só individual, mas de responsabilidade coletiva. Eu tenho que pensar que estou inserida em uma sociedade, então é responsabilidade de cada um”, afirmou.

A Irmã Sirlei França, educadora do Centro Social Madre Eugênia Ravasco, em Formosa, esteve também aguardando a sua vez no Câmpus e crê nos estudos científicos. “A ciência se desenvolveu muito em questão de trinta anos, principalmente agora, e ela trouxe muita segurança na questão da saúde para nós. A própria vacina é prova disso, mesmo estando ainda em fases de estudos. Precisamos ainda descobrir através da ciência como imunizar nossas crianças. Como sou religiosa, tenho também a dimensão de gratidão a Deus, porque os cientistas, através da ciência, colocam os seus dons em favor da saúde e em favor de toda a humanidade”, declarou a Irmã.

Em frente à entrada principal do Câmpus, fila para a entrada preenche a fachada
Em frente à entrada principal do Câmpus, pessoas aguardam a vez , na fila

 

A vacina da empresa farmacêutica Pfizer ainda não foi disponibilizada para todos os municípios goianos. Conforme a coordenadora do Núcleo Epidemiológico, “vale ressaltar que no Norte do estado de Goiás, somente Formosa recebeu a Pfizer”. No município, 1584 profissionais da educação das instituições municipais, estaduais, rede privada e do Governo do Distrito Federal (GDF) – 40 por meio das doses da xepa – já tomaram vacina contra a Covid-19.

As vacinas Coronavac, AstraZeneca e Pfizer, aplicadas até o momento em Formosa, são administradas em duas etapas e é fundamental concluir o processo imunizante, recebendo as duas doses. O professor da área de Ciências Biológicas do Câmpus Formosa, Leandro Goulart ressaltou a importância da imunização para o retorno à normalidade. “A gente vive numa situação muito delicada, complicada, de pandemia, e a única forma de evitar a Covid-19 e voltar às atividades normais é pela imunização”, justificou ele, revelando também sua “vontade de riscar um quadro”.

           

Ensino na pandemia

Um dos motivos pelos quais grande parte dos docentes têm defendido a campanha de vacinação contra a Covid-19 é a rotina cansativa de professores e alunos, imposta pelos meios virtuais de aulas, adotados em virtude da pandemia. Leandro é um desses professores: “O trabalho quadruplicou, porque a aula não é só a aula. A aula em si, para o professor, é mais tranquila, mas toda essa preparação, essa forma didática para transmitir isso para os alunos demanda um tempo, demanda uma preparação mais apurada, mais requintada, para conseguir passar o conteúdo para o aluno de forma mais menos traumática”, explicou.

Professor Leandro Goulart é o primeiro docente do dia a receber a primeira dose do imunizante
Professor Leandro Goulart é o primeiro docente do dia a receber a primeira dose do imunizante

 

O momento vivido é de aprendizagens na educação. “É para todo mundo, inclusive para mim. O simples fato de dar aula online não é o problema, mas essa interação social com o aluno e de forma virtual fica sem gosto, sem sal. É uma experiência nova. Estamos aprendendo a cada dia com as dificuldades, tanto dos professores, via virtual, quanto dos alunos, nessa recepção online de novas informações, que, digamos, é um pouco menos representativa do que com o professor pessoalmente”, disse Leandro. “Essa interatividade a gente não tem. Agora se vai saber o quanto o professor é a peça fundamental, ele é a rainha do tabuleiro. Então, é preciso o professor, não basta só a forma virtual", completou.

"Videoaulas, a gente encontra em qualquer momento, em qualquer lugar, mas o professor ainda é a peça essencial”, declarou o professor do Câmpus Formosa, Leandro Goulart, sobre a importância do professor.

Sobre a volta ao ensino presencial, o docente defende a vacinação para todos antes do retorno. “De forma prudente, o recomendado é que se retorne após a imunização de todos, porque a imunização parcial não resolve o problema como um todo, resolve parte, somente a dos imunizados. E a dos não imunizados? Aí vai gerar um problema em cadeia”, explicou o professor.

A vacinação dessa quinta-feira, com a Pfizer, assim como as dos demais dias com as outras marcas, pode causar algum tipo de reação, conforme explicou Jéssica Santos, do Núcleo de Vigilância Epidemiológica. “É natural que a pessoa tenha alguma reação. É previsto dor de cabeça, dor no local, febre, mas isso deve passar em três dias. Se persistirem após três dias, a pessoa deve procurar a Unidade Básica de Saúde ou o Núcleo para fazer uma notificação”, informou a coordenadora.

O próximo passo no Plano de Imunização a ser tomado pelo Núcleo será “atingir os profissionais do aéreo, caminhoneiros, industriais”, contou a coordenadora. “Temos visto que o número de industriais é muito grande na cidade de Formosa, pois nós temos Syngenta, Binatural, que são empresas de grande porte. Então vamos aguardar chegar mais doses para abrir esse grupo. Provavelmente na semana que vem devem chegar mais vacinas, vai depender do quantitativo delas”, concluiu.

 

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Formosa

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