Mulheres Mil

Egressa de curso do Mulheres Mil no IFG tem história retratada em documentário do MEC

“Mulheres Mil: o documentário” foi lançado nesta semana no evento Educação pelo Fim da Violência, em Brasília (DF)

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  • Publicado: Sexta, 27 de Março de 2026, 12h22
  • Última atualização em Sexta, 27 de Março de 2026, 14h48
A egressa do IFG, Maria José da Silva ou Meury, como gosta de ser chamada, teve a história de vida retratada no documentário e a vida transformada pelo Programa Mulheres Mil
A egressa do IFG, Maria José da Silva ou Meury, como gosta de ser chamada, teve a história de vida retratada no documentário e a vida transformada pelo Programa Mulheres Mil

 “Fui para a adoção com cinco anos de idade. A minha mãe não tinha condições de criar nem eu nem minha irmã. Das cinco filhas que ela teve ela doou duas, pra duas irmãs. Eu fiquei 15 anos com essa mulher, só que ela me judiava. Ela falava pra minha mãe que ia me criar como filha e ela me batia”. Esse relato da egressa do curso de Padeira, Meury Silva, ofertado pelo Programa Mulheres Mil no Câmpus Luziânia do Instituto Federal de Goiás (IFG), abre a produção audiovisual do Ministério da Educação em parceria com o Instituto Federal Baiano (IF Baiano), “Mulheres Mil: o documentário”, lançada nesta semana em Brasília (DF).

 

Oneida Irigon, reitora do IFG, também está no documentário
Oneida Irigon, reitora do IFG, também está no documentário

 

A reitora do IFG, Oneida Cristina Gomes Barcelos Irigon, foi entrevistada no dia das gravações no Câmpus Luziânia e trechos de suas falas, reafirmando a importância das políticas públicas brasileiras, também estão no documentário. A egressa do IFG, Maria José da Silva ou Meury, como gosta de ser chamada, tem 40 anos e concluiu, no ano passado, o curso de Padeira. Antes de entrar para o curso, Meury vivenciava um período conturbado: dificuldades financeiras após término de seu segundo casamento, traumas desta separação e dos anos de convivência com o ex-companheiro, e o desafio do cuidado integral, sozinha e sem renda, de dois filhos autistas.
O cenário da vida de Meury é algo comum na vida de muitas mulheres brasileiras: vítimas de violências, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, desempregadas e sem perspectivas, vidas marcadas por um processo de total dependência financeira no casamento ou em relacionamentos anteriores, além de vivenciarem questões que afetam a saúde mental, como depressão, solidão, tristeza e baixa autoestima.


“Essa política pública ela é tão importante porque ela traz para nós e ela nos reafirma ainda a essência da Educação Pública: incluir quem sempre foi excluído, garantir oportunidades reais, promover dignidades”, enfatiza a reitora do IFG, Oneida Irigon no documentário. É por essas e outras razões que as políticas públicas existem e são fundamentais e, nessa perspectiva, o filme narra a história de Meury e mais quatro mulheres e apresenta os impactos reais do programa Mulheres Mil, do Governo do Brasil, na vida delas, para as comunidades e as famílias.

 

Realidade transformada
“Esse curso Mulheres Mil de Padeira, ele devolveu a minha vida., devolveu a minha autoestima. Eu pude ser outra pessoa diferente. Ele vem mudando a cada dia a minha história”, afirma Meury Silva, que hoje trabalha de casa e tem sua a geração de renda proveniente da produção de quitantas e tortas confeitadas. As técnicas e receitas, bem como a parte de confeitaria, Meury e suas colegas de turma aprenderam no curso Mulheres Mil do Câmpus Luziânia. Com o que aprendeu no curso, Meury tem autonomia para trabalhar e cuidar dos filhos.
“O Mulheres Mil não é apenas um investimento, ele conta com a determinação e a insistência de levar esse programa à frente, com estratégias de convencimento e insistência por parte dos institutos federais. Quando assistimos a esse documentário, vemos que todo esse trabalho vale a pena, porque vocês [mulheres que fizeram os cursos] valem a pena”, afirmou o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli.

 

Roteiro
O filme, com duração de 26 minutos, reúne histórias reais de superação feminina e contempla histórias de mulheres que foram capacitadas em cursos de qualificação profissional do Mulheres Mil nas seguintes instituições: Instituto Federal Catarinense, Instituto Federal de Goiás, Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal da Paraíba, Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional do Espírito Santo e Centro de Educação Tecnológica do Amazonas.
A produção foi realizada pelo diretor e roteirista Vinícius Almeida, pela jornalista e documentarista Cristina Mascarenhas e pelo diretor de fotografia e colorista Glauco Neves. A produção executiva é do jornalista Felipe De Angelis e da professora Marcela Paes, ambos da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.

 

Agradecimentos
Inúmeras pessoas colaboraram para a produção do documentário, que percorreu as cinco regiões brasileiras. Entre elas, servidoras do IFG que foram mencionadas nos créditos finais, no encerramento do documentário: Adriana Souza Campos, jornalista de diretora de Comunicação Social da Reitoria; Ione dos Santos Velame, contadora e gerente de Administração do Câmpus Luziânia; Simone Paixão, professora e gerente de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão do Câmpus Luziânia; e Francyelle Maria Rocha Alves, jornalista e supervisora do Programa Mulheres Mil no câmpus à época que Meury estudou.

 

Mulheres Mil
O programa Mulheres Mil é uma iniciativa do MEC que visa garantir o direito à educação profissional e tecnológica para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica que tiveram negado o acesso à escola, ao conhecimento e à tecnologia ao longo de suas vidas. Entre 2023 e 2025, mais de 120 mil mulheres foram transformadas por meio do Programa. O IFG está com inscrições abertas, no momento, para cursos pelo Programa Mulheres Mil. São ofertadas 300 vagas para os cursos de Cuidadora de Idosos (Câmpus Águas Lindas, Jataí, Senador Canedo e Uruaçu); Produtora de Queijo (Câmpus Aparecida de Goiânia); Padeira (Câmpus Luziânia); Operadora de Computador (Câmpus Anápolis) e Microempreendedora Individual (Câmpus Formosa).

 

 

 

 Diretoria de Comunicação Social do IFG/com informações do MEC/Setec e IF Baiano.