No Dia do Químico, IFG Câmpus Uruaçu celebra a ciência com oficinas, palestra e roda de conversa com egressos
Evento realizado em dois dias reuniu cerca de 100 estudantes dos cursos Técnico e Licenciatura em Química em atividades que conectaram formação, pesquisa e mercado de trabalho
O IFG Câmpus Uruaçu celebrou o Dia do Químico, em 18 de junho, com uma programação que se estendeu por dois dias e reuniu cerca de 100 estudantes dos cursos Técnico em Química e Licenciatura em Química. Organizado pela Coordenação dos dois cursos, o evento combinou atividades práticas, divulgação científica e troca de experiências com profissionais da área.
Sábado de ciência: palestra, oficinas e minicurso
No sábado, 13 de junho, o câmpus abriu as portas para uma manhã intensa de atividades. A programação começou com a palestra "A Química das Drogas", ministrada por Charles Batista Barbosa, que lotou o auditório com 90 estudantes.
Em seguida, o público se dividiu em cinco frentes simultâneas de aprendizagem, com oficinas e um minicurso viabilizados com o apoio de materiais disponibilizados pelo Conselho Regional de Química da 12ª Região (CRQ-12). As atividades abordaram desde a ação das leveduras em processos biológicos e alimentícios até uma investigação temática inspirada em CSI, com identificação de substâncias químicas. Também foram realizadas uma oficina sobre Química, meio ambiente e justiça social, relacionando racismo e impacto ambiental, uma discussão prática sobre pegada ecológica e sustentabilidade, e um minicurso sobre o papel do químico no diagnóstico de doenças infecciosas por meio de indicadores de pH.
18 de junho: egressos que inspiram
Na data comemorativa oficial, o câmpus recebeu profissionais formados pelo próprio IFG para duas rodas de conversa — uma no período matutino e outra no noturno —, realizadas em formato híbrido com participação presencial e on-line.
Os convidados percorreram caminhos bastante distintos após a formação, revelando a diversidade de possibilidades que a área oferece. Guilherme Brito Barbosa Silva atuou em usinas de cana-de-açúcar e no setor de mineração, com foco em controle de qualidade. Fernanda Lopes de Oliveira acumula mais de sete anos de experiência em laboratórios de mineração e hoje cursa Engenharia Química. Karolynne Marques Ferreira passou pela docência na educação básica, técnica e superior e hoje trabalha com análises cromatográficas no setor agroambiental, além de cursar MBA em Gestão de Projetos pela USP.
Na área de pesquisa, Mateus de Paula Alves Fidélis e Paulo Henrique Macedo de Lima apresentaram trajetórias voltadas à síntese de nanomateriais e filmes para aplicações fotoeletroquímicas, ambos em fase de conclusão de mestrado. Amábile Gomes Viana, mestranda em Tecnologia, Gestão e Sustentabilidade no IFG, foi selecionada para integrar a comitiva brasileira da Missão Internacional Brasil–China no Programa Caminhos do Sul Global — um exemplo de como a formação no câmpus pode abrir portas em espaços globais de ciência e inovação. Thiago Braz, técnico e licenciado pelo IFG, mestre pela UFCAT e hoje servidor no instituto e professor no Colégio Militar de Uruaçu, participou de ambas as rodas.
O que o mercado valoriza — e o que o curso já oferece
Ao longo dos debates, destacaram-se competências muito valorizadas nas diferentes áreas de atuação: rigor nas práticas laboratoriais, domínio das normativas de segurança, trabalho em equipe, comunicação e atualização contínua. Os egressos foram unânimes ao afirmar que a base construída no IFG foi determinante para suas trajetórias.
Um dos momentos mais marcantes da noite foi quando uma estudante do 3º período da Licenciatura questionou como se dá, na prática, a integração entre os conhecimentos pedagógicos e os de química pura na ação docente. Os egressos acolheram a dúvida com empatia, mostrando que as dificuldades iniciais são parte natural do caminho — e superáveis.
A mensagem central deixada pelos convidados foi direta: "a formação em Química abre portas que vão muito além do óbvio". Aproveitar as oportunidades práticas durante o curso, participar de projetos de pesquisa e extensão e construir redes de contato ainda na graduação foram os principais conselhos compartilhados.
O evento encerrou com cada egresso sintetizando, em uma frase, o impacto do curso em sua vida — reflexão que evidenciou o quanto a formação oferecida pelo câmpus deixa marcas duradouras. O retorno positivo e os pedidos por novas edições confirmam que iniciativas como essa fortalecem o vínculo entre a instituição, seus estudantes e a comunidade profissional da Química.
Confira mais registros no Instagram.
Coordenação de Comunicação Social | Câmpus Uruaçu
