EVENTO

Desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental são discutidas na primeira SESMA IFG

  • Imprimir
Publicado: Quinta, 11 de Junho de 2026, 14h46 | Última atualização em Quinta, 11 de Junho de 2026, 17h28

Iniciativa da área de Meio Ambiente do IFG Câmpus Goiânia reúne pesquisadores, empresas, estudantes e demais interessados nos desafios de garantir progresso econômico e social de forma consciente

Debates sobre desenvolvimento e responsabilidade socioambiental
Debates sobre desenvolvimento e responsabilidade socioambiental

A abertura da 1º Semana de Sustentabilidade e Meio Ambiente do Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás foi realizada na última quarta-feira, 10 de junho, no auditório Demartin Bizerra e contou com a participação de estudantes do curso técnico em Controle Ambiental, da Engenharia Ambiental e Sanitária, além de pesquisadores da área, servidores da unidade e palestrantes convidados. Com o tema “Responsabilidade Socioambiental e Desenvolvimento Sustentável”, o evento conta com uma programação extensa de assuntos pertinentes às discussões sobre o futuro do meio ambiente, atrelado aos impactos econômicos e sociais advindos dos desequilíbrios e desigualdade socioambientais.

Veja mais imagens do primeiro dia de evento

O docente coordenador do curso técnico integrado em Controle Ambiental, Antônio Pasqualetto, chamou a atenção do público presente para a importância de iniciativas como esse evento ao despertar nos futuros profissionais da área a necessidade de se praticar a extensão, tendo em vista a desigualdade de acesso a bens essenciais para a vida humana, como ar, água e saneamento básico. “É fundamental (o evento) para a formação de vocês, mas, acima de tudo, para fazer extensão e chegar a quem precisa”, frisou.

O servidor técnico-administrativo do Câmpus Goiânia, gerente de Administração e Manutenção, Filipe Costa, no ato representando o diretor da unidade, professor Vinícius Carvalhaes, também enfatizou a necessidade de se trazer debates como desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental, uma vez que tal temática faz parte da pauta política e social da maioria dos países, tendo em vista as constantes catástrofes ambientais que impactam, principalmente, camadas sociais mais vulneráveis.


Mesa diretiva de abertura contou com a presença do gerente de Administração e Manutenção, Filipe Costa, do coordenador do técnico em Controle Ambiental, Antônio Pasqualetto, e da palestrante Adivânia Cardoso. 

E sobre os diferentes impactos do desenvolvimento desconsiderando os aspectos sociais e ambientais, a SESMA trouxe a pesquisadora Adivânia Cardoso que ministrou a palestra “Tanque de Evapotranspiração (TEvap) para a disposição de esgoto fecal em comunidades tradicionais rurais em Goiás”. Mestre em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutoranda em Ciências Ambientais também pela UFG, Adivânia abordou a dificuldade de acesso a saneamento básico por parte de comunidades afastadas dos centros urbanos, como os quilombolas, e outras que estão inseridas nas cidades, porém de forma periférica.

Ela lembrou sua trajetória, vinda do interior do Pará, e como essa bagagem a auxiliou a entrar na pesquisa sobre saneamento básico em localidades onde há pouca ou quase nenhuma infraestrutura. Sua palestra trouxe um pouco do resultado da sua pesquisa envolvendo o Tanque de Evapotranspiração (Tevap) – uma tecnologia social que promove o tratamento e a disposição segura do esgoto doméstico, aliando proteção ambiental, saúde pública e sustentabilidade.



Adivânia Cardoso durante palestra na SESMA IFG. 

Durante sua fala, Adivânia fez um apelo aos estudantes, futuros engenheiros e técnicos ambientais e sanitaristas, para que vão a campo conhecer as necessidades das pessoas e meio ambiente os quais precisam da aplicabilidade do conhecimento adquirido nas instituições de ensino, como o IFG Câmpus Goiânia.

Responsabilidade para ser sustentável

Ainda durante a abertura da SESMA, o professor da área de Meio Ambiente do Câmpus Goiânia e presidente da comissão organizadora do evento, Thomas Leal, falou sobre a escolha do tema do evento, enfatizando a obrigação do Estado em promover um meio ambiente equilibrado e adequado à vida humana, a responsabilidade das empresas em, de fato, realizarem atividades que visem impactar o mínimo possível o meio ambiente e a necessidade da cobrança e controle social sobre tais ações e sobre o papel político do Estado na manutenção do meio ambiente, viabilizando a sustentabilidade.

Nesse sentido, Thomas falou sobre a importância das empresas parceiras estarem presentes na 1º Semana de Sustentabilidade e Meio Ambiente do IFG. “Responsabilidade socioambiental não é só dizer que está fazendo algo (pelo meio ambiente), é preciso ter transparência dessas ações. Por isso é importante trazer as empresas para fazer essa discussão e cobrar do Estado o seu papel”, concluiu.

Oficinas

Além de palestras, apresentações de trabalhos e outras atividades, a SESMA conta também com oficinas ministradas por estudantes pesquisadores da área ambiental do Câmpus Goiânia. Uma delas, realizada na manhã de quarta-feira, 10, foi a CO² no Câmpus Goiânia, ministrada pelos alunos Leila Florípedes, Luciane Silva e Darlan Silva.

Segundo Luciane Silva, estudante do 9º período de Engenharia Ambiental e Sanitária, a atividade faz parte do desdobramento de um projeto de iniciação científica que estuda o quanto de gás carbônico pode ser sequestrado por árvores do Parque Mutirama, levando em consideração as medidas do caule, copa e raízes de cada espécie no local. A atividade foi adaptada para o pátio do câmpus, onde os oficineiros realizaram as medidas das árvores que se encontram na unidade. O cálculo e a mensuração das espécies são feitos por meio de aplicativo, que releva o quanto de CO² pode ser absorvido por cada árvore a depender do seu porte.

A professora Rúbia Cristina Diogenes Pinheiro, também da área de Meio Ambiente do IFG, afirma que esse tipo de pesquisa é importante para preservar também as espécies plantadas, evitando cortes e podas generalizados e sem responsabilidade técnica. De acordo com a docente, ao retirar uma árvore do local, a solução não é tão simples como o replantio de outra espécie ou exemplar, pois, levará um tempo considerável até a nova muda realizar o papel de sequestro de gás carbônico como a antiga árvore realizava.

O evento

A primeira edição da SESMA vai até sexta-feira, 12 de junho, no IFG Câmpus Goiânia. Para ficar por dentro de toda a programação, basta acessar o site do evento aqui.


Coordenação de Comunicação Social do Câmpus Goiânia.