Pesquisa

Professor e alunos do Câmpus Anápolis desenvolvem ferramenta de IA apresentada em conferência mundial na Coreia do Sul

Apresentado na ICML 2026, estudo em parceria com o Canadá lança o IDRBench

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  • Publicado: Segunda, 13 de Julho de 2026, 09h49
  • Última atualização em Segunda, 13 de Julho de 2026, 15h40
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Estudo desenvolvido pelo professor Daniel Xavier, do Câmpus Anápolis do Instituto Federal de Goiás, em parceria com pesquisadores da Queen’s University e do National Research Council Canada, foi apresentado na International Conference on Machine Learning (ICML 2026), realizada em Seul, na Coreia do Sul, entre os dias 6 e 11 de julho. O estudo tem por objetivo construir um conjunto de ferramentas para avaliar se a Inteligência Artificial - IA é capaz de criar ideias interdisciplinares e já vem sendo testado entre os professores do IFG.

 “Até o momento, foram feitas 80 avaliações com os professores e numa nota de um a cinco, a maioria deles deu nota três. Isso indica que há ideias relevantes. A pesquisa busca, agora, entender como a IA cria analogias, ou seja, como a máquina “pensa” analogicamente” – conclui o pesquisador.
Professor Daniel, coordenador do projeto
Professor Daniel, coordenador do projeto
 

 Apesar de dominarem tarefas como programação e tradução, as Inteligências Artificiais (IAs) mais avançadas do mercado ainda têm grande dificuldade em reconhecer e criar pesquisas que misturam diferentes áreas do conhecimento.

O trabalho, apresentado na ICML 2026 lançou o IDRBench — o primeiro teste padronizado do mundo criado especificamente para avaliar a capacidade interdisciplinar de grandes modelos de linguagem (LLMs).

Os pesquisadores analisaram dez modelos das famílias mais famosas de IA (incluindo GPT, Gemini, Claude, Llama, Qwen e DeepSeek) usando uma base de dados com mais de 32 mil artigos científicos. Os sistemas foram testados em três frentes – reconhecer estudos interdisciplinares, combinar conceitos de áreas diferentes para propor novas ideias e recomendar trabalhos científicos relevantes.

Os resultados acenderam um alerta: embora as IAs consigam criar textos coerentes, elas não conseguem diferenciar uma pesquisa genuinamente interdisciplinar de uma simples mistura de temas da mesma área.

Além disso, os testes mostraram que modelos focados em raciocínio lógico estrito se tornaram mais "conservadores", perdendo a criatividade necessária para conectar campos científicos distintos. Na avaliação humana, muitas das sugestões dadas pelas ferramentas não trouxeram contribuições científicas reais.

 

Fase experimental

A pesquisa não se restringe a construir as ferramentas, mas elas já estão sendo testadas no próprio IFG. Assim, o IDRBench tem gerado uma aplicação para os professores do IFG, que estão recebendo e-mails com ideias interdisciplinares, em que a IA sugere para o docente trabalhos em cooperação com outros professores também do IFG. 

De acordo com o professor Daniel Xavier, no IFG, o projeto está em fase experimental. Considerando todos os modelos que foram avaliados, pegou-se o que foi considerado melhor para as  finalidades pretendidas e, a partir dele,

estão sendo enviadas ideias para os professores. Além dos professor Daniel, no âmbito do IFG, o estudo conta com a participação dos alunos Ricardo Marçal e Caio Sifuentes, do curso de bacharelado em Ciência da Computação do Câmpus Anápolis.       

      

 

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Anápolis