II Encontro Nacional fortalece rede e projeta futuro da formação em cultura no Brasil
Evento consolida a articulação nacional e reafirma papel da formação no desenvolvimento da economia criativa no Brasil
Entre os dias 4 e 7 de maio de 2026, o Instituto Federal de Goiás (IFG), em Goiânia, sediou o II Encontro Nacional da Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult). O evento reuniu gestores, educadores e equipes da rede para um momento estratégico de avaliação, alinhamento e construção coletiva do Plano Estratégico 2026–2028. Criada como uma política pública voltada à formação para o mundo do trabalho em cultura e economia criativa, a Escult integra o Programa Nacional Brasil Criativo, do Ministério da Cultura (MinC), e tem como objetivo ampliar o acesso à qualificação profissional no setor cultural em todo o país. A iniciativa surge em um contexto de reconstrução das políticas culturais brasileiras, com forte ênfase na descentralização, inclusão territorial e fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura.
A reitora do IFG, Oneida Cristina Barcelos Irigon, reforçou o compromisso com a qualidade da formação ofertada. “Nós não podemos fazer mais ou menos, temos que fazer bem-feito. Tem um mundo que está esperando por nós, esperando o que é de direito deles, que é o processo da educação, da formação”, afirmou. Oneida destacou ainda que este é um momento ímpar: “olha o tamanho que isso virou; é esse trabalho, esse acreditar, o acreditar profissional, o que a gente quer para essa sociedade, para esse país. O que nós estamos fazendo é o que nós devemos fazer, que é uma política pública sólida, temos que trabalhar muito até o final do ano para consolidar essa política”.
Na abertura do encontro, a secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, destacou o papel estruturante da formação para o desenvolvimento cultural do país. “Viver num país onde tenhamos direito cultural, onde possamos viver de cultura. Todas as conversas, quando falamos em cultura, começam e terminam em educação e formação. É a maior necessidade”, afirmou. Ela também ressaltou o avanço institucional da iniciativa: “A SEC tem grandes responsabilidades: fazer da Escult uma escola institucionalizada dentro do Sistema MinC — e estamos fazendo isso, com uma portaria pronta, que está na reta final, que vai além da plataforma, e se torna uma escola do Sistema MinC”. A secretária comentou ainda, de forma otimista, que a ideia é passar das atuais “300 mil matrículas a 3 milhões de matriculados”, pois, segundo ela, esse é o maior programa do Ministério.
Já o diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa do MinC, Deryk Santana, apresentou os resultados e os desafios da política. Segundo ele, a Escult nasceu com o objetivo de garantir escala e capilaridade na formação, mesmo com recursos limitados. “Precisamos descentralizar a oferta formativa no Brasil, qualificar o setor e pensar as políticas de cultura em geral. Assim nasceram cursos de gestores, de pareceristas, de acessibilidade, entre outros”, explicou. Ele destacou ainda o alcance da iniciativa: “em pouco mais de dois anos, a escola já alcançou mais de 70% do território nacional, com aproximadamente 70 mil pessoas qualificadas. Sabíamos que a demanda era grande, mas não pensávamos que era gigantesca”, completou.

Programação estratégica e construção coletiva
Com foco no fortalecimento da rede e no planejamento do próximo ciclo, a programação do encontro foi estruturada em torno de atividades técnicas e colaborativas. Entre os principais momentos estiveram a apresentação do Relatório da Escult, com dados sobre o perfil dos alunos e o panorama da rede, conduzida por Rafael Fontes (MinC) e Mônica Mitchell (IFG), além da exposição de experiências formativas, como a especialização da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o curso de fotografia do projeto Filhos de Gandhi.
Os participantes também se dedicaram à elaboração de planos estratégicos de atuação, tanto em nível geral quanto setorial, e à construção do Mapa Estratégico da rede. Oficinas setoriais permitiram o diagnóstico das equipes e a definição de prioridades, culminando na elaboração do plano de trabalho e na plenária final de consolidação do Plano Estratégico 2026–2028.
A programação incluiu ainda visitas técnicas e discussões sobre governança, organograma e expansão da rede, refletindo o esforço contínuo de estruturar a Escult como uma política pública robusta e permanente.

Plenárias
Na tarde de quinta-feira, 7, para encerrar o evento, os participantes apresentaram propostas para o Plano Estratégico da Escult 2026-2028 debatidas em encontros online e durante o este Encontro. Os participantes dialogaram sobre propostas, ações exitosas que foram realizadas, e perspectivas para o futuro do Programa, além de ações estratégicas. Como encaminhamento das plenárias, as propostas serão encaminhadas pelos grupos à coordenação, para que seja elaborado o Planejamento Estratégico para os próximos três anos.
Conheça a Escult no IFG: https://escult.cultura.gov.br/

Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura (ASCOM/MinC)/Pró-Reitoria de Extensão
