Meio ambiente

Palestra aborda a perda da dimensão sagrada da natureza

  • Imprimir
Publicado: Segunda, 14 de Setembro de 2026, 13h57 | Última atualização em Segunda, 14 de Setembro de 2026, 13h57

Tema foi apresentado pelo professor João Oliveiras Ramos Neto, no auditório do Câmpus Senador Canedo

 

 

 

A preservação da água e do cerrado estão ameaçados, porque a sociedade transformou a natureza em mercadoria, abandonando o status de sagrado que antes existia. Essa foi a tese central de palestra que ocorreu no Câmpus Senador Canedo, na sexta-feira, 11, por ocasião da 6ª Semana Nacional do Cerrado do Instituto Federal de Goiás (IFG).

O palestrante, professor João Oliveira Ramos Neto, explicou que as políticas públicas e campanhas de conscientização, embora importantes, são insuficientes. “É preciso que seja resgatada a relação de profundo respeito com os recursos naturais”, disse.

João Oliveira destacou que a água, nas cosmogonias de diversas culturas, aparece como elemento primordial, anterior à própria criação organizada pela divindade. “Recuperar essa perspectiva é condição para enfrentar a crise hídrica e a destruição do Cerrado”, pontuou.

Segundo João, a mudança de mentalidade sobre a natureza, de sagrada para mercadoria, é a raiz da degradação ambiental.

A exposição teve três partes. Na primeira, o palestrante apontou a relação sagrada que os povos antigos (egípcios, gregos e africanos) mantinham com água (fonte de vida e de purificação).

Em seguida, João Oliveira sinalização o papel que o capitalismo e a revolução industrial desenvolveram no sentido de “dessacralização do mundo”, conceito da Max Weber.

Por fim, na terceira parte, o professor criticou a chamada Teologia do Domínio, corrente que justifica a exploração da natureza a partir de um mandato divino de domínio, e defendeu o resgate de uma ética de respeito à vida.

 

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Senador Canedo.