Apresentação do Câmpus Quirinópolis
Câmpus Quirinópolis do IFG
O Câmpus Quirinópolis do Instituto Federal de Goiás (IFG) representa a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no sudoeste goiano, ampliando as oportunidades de acesso à educação pública, gratuita e de qualidade na região.
Quirinópolis está localizada na região sudoeste de Goiás e foi elevada à categoria de município pelo Decreto-Lei Estadual nº 8.305, de 31 de dezembro de 1943, após seu desmembramento de Rio Verde. O município está situado a aproximadamente 290 quilômetros de Goiânia, com acesso pelas rodovias GO-164 e BR-060. Possui 3.786,026 km² de área territorial e, segundo o Censo Demográfico de 2022, 48.447 habitantes, com densidade demográfica de 12,80 habitantes por quilômetro quadrado. A microrregião de Quirinópolis é composta, além do próprio município, por Cachoeira Alta, Caçu, Gouvelândia, Itajá, Itarumã, Lagoa Santa, Paranaiguara e São Simão.
A implantação do Câmpus Quirinópolis integra o processo de expansão da Rede Federal e foi formalmente autorizada pela Portaria MEC nº 267, de 24 de março de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 26 de março de 2026. A portaria autoriza o Instituto Federal de Goiás a promover, no âmbito de suas estruturas organizacionais, o funcionamento dos campus relacionados em seu anexo, no qual está incluído o Câmpus Quirinópolis, classificado na tipologia 70/45.
O Câmpus Quirinópolis está instalado na Avenida Pastor Salatiel, s/n, Bairro Jardim Planalto, em Quirinópolis (GO). O Câmpus contará com uma estrutura física com 27 salas de aula, 16 laboratórios, biblioteca, auditório, quadra poliesportiva, 2 piscinas, refeitório, áreas de convivência, além de ambientes administrativos e demais espaços destinados às atividades acadêmicas.
As atividades do Câmpus Quirinópolis tiveram início em 05 maio de 2026, com a oferta da turma do #PartiuIF, programa voltado à preparação de estudantes da rede pública para o ingresso nos Institutos Federais. A iniciativa marcou o início da presença acadêmica do IFG no município e estabeleceu os primeiros vínculos entre a instituição, os estudantes e a comunidade local.
A implantação do Câmpus avança, agora, para a oferta de cursos regulares, ampliando a formação profissional e tecnológica na região. Para 2027, estão previstos como cursos iniciais o Técnico Integrado em Análises Clínicas e o Técnico Integrado em Biocombustíveis, com início das aulas previsto para fevereiro de 2027.
A seleção desses cursos dialoga com características e demandas da região e integra a proposta de atuação do IFG na formação de profissionais, na produção e socialização do conhecimento e no desenvolvimento científico, tecnológico, social e cultural. A implantação do Câmpus também cria novas possibilidades de articulação com escolas, instituições públicas, empresas, organizações sociais e demais atores da região.
O Câmpus Quirinópolis nasce, assim, como um novo espaço público de educação, ciência, tecnologia e cultura, contribuindo para democratizar o acesso à educação profissional e tecnológica e fortalecendo a presença da Rede Federal no sudoeste goiano. Sua implantação representa não apenas a chegada de uma nova unidade educacional, mas a construção de uma instituição comprometida com a formação integral dos estudantes e com o desenvolvimento da comunidade e do território em que está inserida.
O IFG
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) possui uma história centenária. Seu início foi a fundação da Escola de Aprendizes Artífices, em 1909, pelo presidente da República Nilo Peçanha, através do Decreto nº 7566 de 23 de setembro daquele ano. A Escola funcionava na Cidade de Goiás (Vila Boa) antiga capital do estado. A criação de uma rede federal de Escolas de Aprendizes Artífices, uma em cada capital, atenderia, segundo os argumentos da legislação, à necessidade de se ofertar à população geral uma alternativa de educação, voltada para a qualificação e o treinamento para o trabalho.
As escolas foram criadas sob o argumento de se evitar e prevenir a marginalidade a que estava exposta a população jovem vinda de famílias de baixa renda. No entanto, não se assegurou a equivalência destas escolas ao ensino formal. Os alunos, na época, eram capacitados em cursos como oficina e forjas, serralheria, sapataria, alfaiataria, marcenaria, empalhação e selaria.
Com a transferência da capital para Goiânia, a Escola passou a funcionar a partir de 1942 em seu prédio atual, com a denominação de Escola Técnica de Goiânia. Na época oferecia cursos na área industrial, mas ainda sem a equivalência com o ensino secundário regular. Em fevereiro de 1959, a Escola foi transformada em autarquia federal, com autonomia didática, administrativa, técnica e financeira. Em agosto de 1965, o nome foi modificado para Escola Técnica Federal de Goiás, atuando basicamente na oferta de cursos técnicos na área industrial integrados ao ensino de 2º grau.
Pelo Decreto sem número de 22 de março de 1999, a Escola Técnica Federal de Goiás foi transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-GO). A Instituição passou a ter autonomia para propor e ofertar cursos de nível básico, técnico e tecnológico da educação profissional, bem como cursos de formação de professores, de graduação e pós-graduação.
A denominação passou a ser IFG no final de 2008, com a aprovação da Lei 11.892, de 29 de dezembro. Cada um dos Institutos Federais é uma instituição de educação superior, básica e profissional, pluricurricular e multicampi, que oferece educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, reunindo conhecimentos técnicos e tecnológicos às suas práticas pedagógicas. Os Institutos Federais integram a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
