EXTENSÃO

Copa Scratch leva tecnologia e inovação a escolas públicas de Goiânia

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Publicado: Quarta, 01 de Julho de 2026, 17h35 | Última atualização em Sexta, 10 de Julho de 2026, 16h05

Com apoio da Capes, projeto de extensão já passou por 14 escolas e expande suas ações em 2026

Equipe do projeto durante atividade na Escola Municipal Itamar Martins Ferreira
Equipe do projeto durante atividade na Escola Municipal Itamar Martins Ferreira

Desde 2022, o Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG) realiza o projeto de extensão Copa Scratch: criando jogos e animes de forma divertida. O objetivo da ação é ampliar o acesso ao conhecimento em tecnologia, pensamento computacional e lógica de programação, levando essas práticas a escolas públicas de Goiânia e região. Já foram 14 instituições de ensino participantes e mais de 300 estudantes certificados. Neste ano de 2026, a iniciativa foi retomada em fevereiro, alcançando alunos do 7º ao 9º ano do ensino fundamental. As oficinas ocorrem no contraturno escolar, distribuídas em oito encontros práticos.

Nessa segunda edição, o Copa Scratch será desenvolvido até setembro em Goiânia, nas escolas municipais Alice Coutinho, Itamar Martins Ferreira e Professora Deushaydes Rodrigues de Oliveira, além da Escola Municipal Luzia Maria de Siqueira, em Senador Canedo. O projeto utiliza a plataforma Scratch para ensinar programação a crianças e adolescentes por meio do desenvolvimento de jogos e animações baseados em metodologias ativas.

De acordo com o coordenador da ação, professor Carlos Roberto da Silveira Júnior, as oficinas estimulam não apenas competências técnicas, mas também o raciocínio lógico, a criatividade e o trabalho em equipe nos alunos participantes. "O Copa Scratch leva para a escola uma perspectiva transformadora, de como as tecnologias em conjunto com o ensino podem se entrelaçar para o aprendizado de habilidades relevantes para o futuro desses alunos", destaca o professor.

O docente acrescenta que o projeto trabalha conceitos de Inteligência Artificial, pois “estão presentes no Scratch devido a característica da programação levar aos projetos desenvolvidos comportamentos inteligentes em objetos e personagens dos jogos e animações, introduzindo conceitos de IA de forma acessível e educativa, permitindo que estudantes e professores explorem tecnologias emergentes de forma prática e criativa”.

Para estimular o engajamento dos estudantes no desenvolvimento dos projetos no Copa Scratch, foi criada a “moeda simbólica” chamada miautcoins. Fazendo alusão ao mascote do projeto, um gato, a moeda é recebida pelos alunos durante as competições. Com elas, os participantes acumulam pontos e trocam por prêmios produzidos pelos próprios bolsistas de graduação nos laboratórios do IFG.

Formação de professores

Além de trabalhar a criatividade paralela à aprendizagem nos estudantes de ensino fundamental, o Copa Scratch expandiu suas ações para aqueles que vão trabalhar essa tecnologia nas salas de aula: os docentes. Fomentado pelo Edital nº 3/2025 - InovaEDUCAÇÃO da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) — que tem foco na inovação pedagógica e a democratização de recursos tecnológicos públicos —, o projeto visa capacitar 120 professores multiplicadores.

As formações docentes englobaram também estudantes de cursos de licenciaturas e ocorreram de forma síncrona e virtual entre abril e junho de 2026, sob a condução de mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Educação do IFG e dos cursos de Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Mecânica. Durante as oficinas, os professores aprenderam a integrar conceitos de Inteligência Artificial e lógica computacional às disciplinas tradicionais.

As capacitações contaram com a participação dos mestrandos Thays Cristina Pereira de Oliveira Farias e Murillo Folha de Jesus e dos alunos de graduação em Engenharia de Controle e Automação Rodrigo Erick Silva Morais, Rodrigo da Silva Júnior e Isabela do Carmo Souza, e dos alunos de graduação em Engenharia Mecânica Guilherme Braga de Carvalho e Thaynara Procópio Gonzaga. Os professores Ricardo da Silva Santos e Rogério da Silva Cavalcante, ambos do Câmpus Goiânia, atuaram como colaboradores da ação.


Equipe do projeto em ação no Câmpus Goiânia. O aluno Rodrigo Erick segura o mascote do projeto, ao lado da estudante Isabela do Carmo.


Para a discente Isabela do Carmo, atuar no projeto vai além do aprendizado que a tecnologia Scratch oferece aos alunos e professores. “Além do desenvolvimento das soft skills( habilidade super importante para qualquer ramo profissional) o projeto traz benefícios múltiplos para quem almeja seguir a carreira em áreas voltadas a docência e pesquisa e desenvolvimento, como é o meu caso”.

Ela conta que participar como bolsista permitiu que seus horizontes fossem expandidos sobre a experiência de lecionar, trabalhar na linha de frente desenvolvendo projetos, formando equipes, criando métodos a serem aplicados ao ensino. “As habilidades aprendidas com o Copa Scratch são muito preciosas no âmbito pessoal e acadêmico para nós bolsistas. Outra coisa muito importante que eu notei, é que para nós estudantes de Engenharia de Controle e Automação, esse projeto tem um peso ainda maior, não só pela questão tecnológica, mas para a preparação de se lidar com diferentes áreas e diferentes problemas”.

Rodrigo Erick também mudou sua perspectiva sobre trabalhar com tecnologia. “Essa experiência contribuiu para a minha formação, pois mostrou que um profissional precisa saber lidar com diferentes pessoas e situações. Como estudante de uma área relacionada à tecnologia, entendi que não basta apenas conhecer ferramentas e técnicas, mas também saber comunicar, explicar, ouvir e trabalhar em conjunto. O projeto me ajudou a desenvolver uma visão mais ampla sobre minha futura atuação profissional, mostrando a importância das relações humanas junto ao conhecimento técnico”.

Extensão e ensino

A experiência do Copa Scratch tem demonstrado bons resultados e, como reflexo, acabou se ramificando também como projeto de ensino para atender estudantes do próprio IFG Câmpus Goiânia.

O coordenador da iniciativa informa que a ação conta com o suporte do Edital n.º 09 DG/Câmpus Goiânia/IFG e envolve as estudantes Sophia Silveira Gama Braga e Karine Nogueira Silva Ramos, do curso técnico integrado em Eletrônica, aliando o aprendizado prático diretamente à formação técnica da instituição.

Coordenação de Comunicação Social do Câmpus Goiânia