Covid-19

Estudantes participam como voluntários em campanha para produção de protetores faciais desenvolvidos com impressoras 3D

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Os alunos produzem por conta própria partes de protetores faciais, que são um dos equipamentos de proteção individual utilizados por profissionais da saúde para atendimento de pacientes diagnosticados com a Covid-19

Estudantes do Câmpus Goiânia, Múria Viana e Joiro Gomes Neto, participam como voluntários na campanha para produção de protetores faciais com uso de impressoras 3D. Nas fotos, alguns dos suportes fabricados pelos alunos Múria, Joiro e Lucas Schmidt para a iniciativa ( fotos: acervo pessoal).
Estudantes do Câmpus Goiânia, Múria Viana e Joiro Gomes Neto, participam como voluntários na campanha para produção de protetores faciais com uso de impressoras 3D. Nas fotos, alguns dos suportes fabricados pelos alunos Múria, Joiro e Lucas Schmidt para a iniciativa ( fotos: acervo pessoal).

Com o objetivo de somar aos esforços coletivos para o enfrentamento da disseminação da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os estudantes do Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG), Múria Viana, Joiro Gomes Neto, Lucas Schmidt e Julyelly Roberta se voluntariaram para contribuir com a campanha promovida pela Universidade Federal de Goiás (UFG) que visa à produção de protetores faciais (modelo Face Shield), com uso de impressoras 3D, para atender aos profissionais da saúde. Em suas casas, os alunos utilizam suas impressoras 3D e materiais próprios para fabricar os suportes de protetores faciais, que são um dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) a serem disponibilizados às instituições de saúde que têm atuado no tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19.

Segundo a estudante de Engenharia de Controle e Automação, Múria Viana, ela recebeu uma mensagem no celular, que circulou num grupo de tecnologia do qual faz parte, com o apelo para que pessoas que dispusessem de impressoras 3D pudessem colaborar na campanha realizada por pesquisadores do Laboratório de Ideias, Prototipagem e Empreendedorismo (IPE Lab) da UFG.

Múria conta que já tinha chamado a sua atenção uma iniciativa realizada em outro estado do país, em que um colega seu está desenvolvendo junto a outro grupo a produção de dispositivos com uso de impressoras 3D, para serem destinados ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. As informações desse grupo de pesquisadores estão reunidas no site: corona3d.org e isso despertou o interesse da estudante em ajudar de alguma maneira.

Animada com o apelo em busca de voluntários para a campanha da UFG, Múria motivou outros estudantes que integram o grupo do Laboratório de Robótica Educacional do Câmpus Goiânia do IFG – GynBot para contribuírem com a ação. Ela entrou em contato, no dia 26 de março, com o grupo de divulgação da mensagem do IPE Lab da UFG, que encaminhou o arquivo com o modelo para a impressão 3D das peças que compõem o protetor facial. “Desde então estamos nessa, imprimindo para ajudar nesta luta”, ressalta a estudante.

Os estudantes Múria Viana e Joiro Gomes Neto são voluntários na campanha e estão ajudando na produção dos suporte para protetores faciais.
Os estudantes de Engenharia de Controle e Automação, Múria Viana e Joiro Gomes Neto, são voluntários na campanha e estão ajudando na produção dos suportes para protetores faciais, usando uma impressora 3D.

 

Múria, juntamente com o aluno de Engenharia de Controle e Automação e seu namorado Joiro Gomes Neto, passaram a produzir em suas casas suportes plásticos que sustentam o protetor facial de acrílico. De acordo com o Joiro, cada peça dura 1 hora e meia para ser produzida pela impressora 3D. A intenção deles é produzir até que o filamento (matéria-prima utilizada na impressora 3D para a confecção do suporte) se esgote. Eles destacam que estão utilizando seus recursos próprios para ajudar na iniciativa.

Os suportes produzidos pelos estudantes. ( Foto: acervo pessoal)
Detalhe dos suportes produzidos pelos estudantes para a fabricação de protetores faciais ( Foto: Joiro Gomes Neto).

 

Voluntários
Além do casal de estudantes, também se voluntariou para contribuir com a campanha o aluno de Engenharia de Controle e Automação do Câmpus Goiânia do IFG, Lucas Schmidt. Ele também está produzindo os suportes para os protetores faciais em sua casa. A possibilidade de aplicar seus conhecimentos para ajudar numa causa nobre sempre foi um dos objetivos do estudante ao ingressar na Engenharia de Controle e Automação, revela.

“Quando eu entrei no curso, uma das minhas maiores vontades era usar a tecnologia para ajudar de alguma forma a quem precisa. Quando surgiu a falta das máscaras nos hospitais, pois a demanda estava muito grande, vimos que poderíamos ajudar imprimindo algumas peças em nossas impressoras 3D. Aliás, a minha (impressora) foi eu quem criei. Usando, assim, a tecnologia a favor da humanidade”, ressaltou Lucas.

Suportes para protetores faciais produzidos pelo aluno Lucas Schmidt em sua impressora 3D ( Foto: Lucas Schmidt).
Suportes para protetores faciais produzidos pelo aluno Lucas Schmidt em sua impressora 3D ( Foto: Lucas Schmidt).

 

Outra aluna que também se voluntariou para ajudar na ação foi Julyelly Roberta de Sousa, também discente do curso de Engenharia de Controle e Automação. Porém, infelizmente, ela disse que sua impressora 3D estragou e não conseguiu produzir nenhuma peça até o momento.

Como ajudar

Mais voluntários que possuem impressoras 3D e material de produção e queiram contribuir com a campanha promovida pelo IPE Lab da UFG para fabricação de protetor facial contra o coronavírus podem se cadastrar pelo formulário disponível no site, pelo endereço: https://ipelab.ufg.br/n/125563-quer-contribuir-com-a-campanha-da-ufg-de-fabricacao-de-protetor-facial-contra-o-coronavirus


Coordenação de Comunicação Social do Câmpus Goiânia do IFG.