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IFG Sustentável

Câmpus Inhumas inicia Projeto de Gestão Ambiental por meio de vermicompostagem

Criado: Quinta, 19 de Abril de 2018, 15h40 | Última atualização em Quinta, 17 de Maio de 2018, 15h06

Paralelamente, serão definidos pontos de coleta de resíduos recicláveis limpos produzidos nas áreas administrativas do câmpus

 

Servidora Milena Bruno Henrique Guimarães
Servidora Milena Bruno Henrique Guimarães

Desde ontem, 19 de abril, uma estrutura diferente, formada por três baldes de plástico e um suporte metálico, localizada perto da Biblioteca Atena tem chamado a atenção de alunos e servidores do IFG-Câmpus Inhumas. A composteira começou a ser utilizada, numa primeira fase, recebendo resíduos orgânicos (cascas e restos de frutas, verduras, legumes, sachês de chá sem etiqueta e borra de café) produzidos pelos servidores técnico-administrativos do câmpus. É a fase inicial do Projeto de Gestão Ambiental do câmpus.   

Ainda no final do ano passado, a servidora Milena Bruno Henrique Guimarães, que ocupa o cargo de auxiliar de biblioteca, apresentou propostas de ações sustentáveis para a direção-geral do câmpus e recebeu o apoio necessário para colocá-las em prática. "Em 2016 e 2017, participei dos projetos Residência Resíduo Zero e Escola Resíduo Zero, ambos em Goiânia. Foram ações de um projeto maior chamado Sociedade Resíduo Zero. Assim, recebi um kit de compostagem e informações sobre educação ambiental, consumo consciente e gestão de resíduos. Então, desde 2016, utilizamos a vermicompostagem (compostagem com minhoca) na minha casa, com resultados muito interessantes, já que o húmus e o líquido biofertilizante produzidos são utilizados numa pequena horta e nas plantas que temos no jardim. A partir daí, comecei a pensar como isso poderia ser implantado aqui no câmpus", explica a servidora.

Entrevistas

Entre dezembro de 2017 e fevereiro deste ano, Milena fez entrevistas com 52 pessoas que trabalham no Câmpus Inhumas (45 técnicos-administrativos, 4 docentes, 2 terceirizados e 1 estagiária). As perguntas foram o instrumento de sondagem para identificar os tipos de materiais que são descartados e os hábitos dos servidores em relação à produção de resíduos sólidos. A partir desse levantamento e com o apoio da direção-geral, foi elaborado um projeto que busca estimular a prática dos 5R's: repensar (hábitos e atitudes); reduzir (a geração e o descarte); reutilizar (aumentando a vida útil do produto); reciclar (transformando num novo produto) e recusar (produtos que agridam a saúde e o meio ambiente).    

Os itens necessários para a primeira composteira do câmpus foram resultado de um trabalho em equipe. "Para montarmos a vermicompostagem, meu primo fez a doação dos baldes, meu pai montou o suporte metálico, eu consegui doação da serragem e o gerente de Administração, Tomil Pereira Kikumori, doou o húmus com as minhocas", comenta Milena.  

De acordo com a servidora, os dois primeiros baldes são forrados com húmus para receber as minhocas. Em seguida, é depositada a matéria orgânica (resíduos coletados em potes localizados na copa e em diferentes setores do câmpus) e depois vem a cobertura com serragem. O terceiro balde da estrutura armazena a parte líquida, ou seja, o biofertilizante resultante do processo. A ideia é que o material produzido seja utilizado nas plantas e área verde do próprio câmpus.   

Essa fase inicial do Projeto de Gestão Ambiental do IFG-Câmpus Inhumas será avaliada nos primeiros dias de junho, durante a Semana Nacional do Meio Ambiente. Nas próximas semanas, o volume de resíduos produzidos pelos servidores técnico-administrativos também será calculado. Paralelamente ao projeto da vermicompostagem, serão identificados locais para o descarte dos resíduos recicláveis limpos produzidos nas áreas administrativas do Câmpus Inhumas. "Aos poucos, o projeto pretende abranger os resíduos sólidos produzidos por toda a comunidade do Câmpus Inhumas", destaca Milena.    

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