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Pesquisadores validam, em pulmões artificiais, técnica que multiplica por quatro a capacidade de respiradores

Criado: Segunda, 06 de Abril de 2020, 13h50 | Última atualização em Quarta, 08 de Abril de 2020, 17h03

Dados comprovaram a viabilidade da técnica, no entanto, cientistas aguardam parecer da Equipe de Saúde oficial

 Técnica validada permite que até quatro pacientes sejam conectados ao mesmo respirador
Técnica validada permite que até quatro pacientes sejam conectados ao mesmo respirador

Pesquisadores dos Câmpus Senador Canedo e Goiânia, do Instituto Federal de Goiás (IFG) e do Câmpus Trindade, do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) conseguiram validar técnica, em pulmões artificiais, que permite multiplicar por quatro a capacidade dos respiradores que são utilizados no tratamento de pacientes com coronavírus. Os cientistas aguardam agora o parecer da Equipe de Saúde oficial, para validação do tratamento em pessoas.

 

Os pesquisadores explicaram que, na fase de testes, conectaram um pulmão simulado a um respirador e fizeram as medidas. Em seguida, foram acrescentando outros, até chegar em quatro, simultaneamente, e as medidas aferidas mantiveram-se constantes. “Ou seja, é possível conectar de um a quatro pacientes em apenas um respirador”, afirmou Márcio Rodrigues Cunha.

 

“A técnica está pronta. Agora, a gente tem que ensinar a equipe técnica dos hospitais a realizar o procedimento que faz com que até quatro pacientes utilizam um único respirador”, contou Márcio, que acrescentou, ainda, que o uso da técnica não requer nenhuma alteração no respirador, mas apenas “uma associação de conexões na tubulação que vai em cada paciente”, observou.

 

Contudo, há problemas a considerar, observam os pesquisadores, o que recomenda que a técnica só seja empregada quando não houver mais respiradores suficientes. A orientação justifica-se porque a configuração do respirador será a mesma para todos os pacientes. “Recomenda-se que seja usada [a técnica] em pacientes de mesma massa corpórea, que tenham pulmões com VO2 próximo [capacidade aeróbica, consumo máximo de oxigênio], ou seja, insuficiência respiratória semelhantes. Entre quatro pacientes, configura o respirador para atender o que estiver com menor VO2 e os demais são conectados nesta condição”, explicou Márcio.

 

O grupo de pesquisa é integrado pelos professores Márcio Rodrigues Cunha, Luiz Eduardo Bento e Wesley Pacheco Calixto, do Câmpus Senador Canedo; Sérgio Botelho de Oliveira, gerente de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do Câmpus Goiânia; e o Geovanne Ferreira Furriel, do Câmpus Trindade do Instituto Federal Goiano (IFGoiano).

 

A ação conta com o apoio do reitor do IFG, professor Jerônimo Rodrigues da Silva, o qual articulou com médicos e empresas de saúde para conseguir os equipamentos e disponibilizá-los aos pesquisadores para validação da técnica. A Direção-Geral do Câmpus Senador Canedo também tem contactado os setores político e empresarial municipais e estaduais em busca de parcerias para a continuidade deste e de outros projetos.

 

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Senador Canedo.

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