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Projetos do IFG aprovados em edital nacional promovem a iniciação tecnológica em escolas públicas

São três iniciativas distintas realizadas por servidores e estudantes dos câmpus Inhumas, Jataí e Goiânia junto a alunos das redes municipais dessas cidades

  • Criado: Sexta, 10 de Setembro de 2021, 14h27
  • Última atualização em Quinta, 14 de Outubro de 2021, 10h18
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O Instituto Federal de Goiás (IFG) é uma das 32 instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica que está desenvolvendo projetos de extensão financiados pela Secretaria de Educação Profissional Tecnológica, do Ministério da Educação. Estão em andamento três projetos de apoio à iniciação tecnológica com foco na economia 4.0, selecionados por meio de edital do Instituto Federal do Espírito Santo, parceiro da Setec na iniciativa.

Hoje foi realizado um evento em de nível nacional para divulgação dos resultados do primeiro semestre de 2021 dos projetos aprovados no edital. Projetos implementados por Instituições da Rede Federal, voltados à iniciação tecnológica de estudantes do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental das redes estaduais e municipais de educação.

A iniciativa, que conta com a participação de trinta e duas Instituições da Rede Federal, proporciona aos estudantes dar os primeiros passos nas tecnologias associadas à cultura maker, como robótica, programação, internet das coisas, realidade virtual e impressão 3D. Ela é financiada pela Secretaria de Educação Profissional Tecnológica do Ministério da Educação e executada pelo Instituto Federal do Espírito Santo, que foi o responsável pelo edital de seleção dos projetos.

Gênero

No Câmpus Goiânia, está em desenvolvimento o projeto "STEAM4Girls: Aprendizagem criativa para estímulo de meninas cientistas", coordenado pelo professor Carlos Roberto da Silveira Junior e que tem a participação da servidora Cíntia Campos Ferreira, das alunas de graduação Múria Carrijo Viana Alves da Silva, Luísa Segati Macedo, Fernanda Cordeiro dos Santos Ferreira e Michelle Araújo Fonsêca Teles e das alunas de nível técnico Nicole Liecheski e Lanna Santos de Sousa.

O projeto busca estimular o interesse de meninas em temáticas relacionadas a STEAM e o hábito ao serviço 4.0, a partir de oficinas criativas e customizadas para meninas (e feito por meninas). Para tanto, faz uso de ferramentas de robótica educacional, impressora 3D, realidade aumentada e inteligência artificial. "Tudo é feito com o intuito de acabar com a visão estereotipada das áreas de exatas, demonstrando que as meninas têm potencial e são muito bem-vindas, tendo como ferramentas tecnologias da Economia 4.0", afirma o coordenador.

A aluna Michelle Araújo, estudante do curso de Engenharia de Controle e Automação e bolsista do projeto, disse que o STEAM4Girls tem um papel muito importante em sua vida, não só como aluna, mas também como pessoa e mulher que busca por uma educação acessível a todas as meninas, de forma igualitária. "Sinto-me realizada em fazer parte dessa mudança e de certa forma poder ser para essas meninas um apoio para que elas conheçam mais do mundo da tecnologia e o espaço que podemos conquistar nele.

A aluna Múria Viana, estudante do curso de Engenharia de Controle e Automação e bolsista do projeto, ressalta a importância da oportunidade para meninas de escola pública terem acesso ao mundo da robótica e da automação, em que elas são responsáveis por todas as etapas de um projeto, como a montagem, programação e teste. "Isso visa mostrá-las que elas são capazes de estar em áreas de ciência, tecnologia, engenharia, dentre todas essas áreas que são ainda majoritariamente masculinas. E mostra que a robótica não é um bicho de sete cabeças", diz.

Segundo a aluna Lanna Santos, o STEAM4GIRLS é um projeto com um impacto muito forte na vida de quem participa. "Como uma ex-aluna e agora bolsista do projeto, posso dizer que participar de cada oficina foi essencial para me mostrar que robótica também é para meninas. O protagonismo feminino na ciência é algo que está em crescimento, então esse projeto é de extrema importância para mostrar essa representabilidade feminina", completa.

O projeto STEAM4GIRLS ocorre em escolas públicas municipais e estaduais da cidade de Goiânia. No segundo semestre de 2021 irá ocorrer no Centro de Ensino em Período Integral José Honorato e Centro de Ensino em Período Integral Dom Abel.

Interdisciplinaridade

Já o projeto "Iniciação tecnológica por meio de robótica educacional em escolas públicas de Jataí" busca promover a iniciação tecnológica a estudantes da rede pública, a partir do desenvolvimento e da aplicação da robótica, especialmente no ensino de Ciências e Matemática. O projeto é destinado a alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e está sendo desenvolvido em quatro escolas: Colégio Estadual Emília Ferreira de Carvalho, Colégio Estadual Frei Domingos, Escola Estadual Polivalente Dante Mosconi e Escola Estadual Washington Barros França.

Coordenado pela professora Kennya Resende Mendonça, o projeto de extensão tem a participação dos professores André Luiz Silva Pereira e Patrícia Gomes de Souza Freitas, como voluntários; de quatro multiplicadores bolsistas; de cinco estudantes do IFG, como instrutores bolsistas; e de cinco estudantes monitores. Já foram realizadas atividades de capacitação da equipe e aulas sobre montagem de robôs. Para este semestre, estão previstas atividades de envolvimento dos alunos, testes de equipamentos, evento virtual sobre robótica e um Desafio Hackathon.

No Câmpus Inhumas, está em andamento o projeto "Programação no ensino fundamental e médio aplicada à Agricultura Familiar e Saúde do Idoso", que por seu caráter interdisciplinar tem a colaboração também de profissionais das áreas médica e agrícola. O projeto é coordenado pelo professor Leandro Alexandre, com a participação dos instrutores João Lopes e Luís Neto e dos monitores Jaqueline Barbosa, Oscar Júnior e Layane Elen. Também participa o multiplicador Ítalo Gabriel.

O projeto busca ensinar aos alunos o desenvolvimento de aplicações para a internet das coisas e os alunos diretamente beneficiados afirmam que estão muito satisfeitos. Silas André, por exemplo, disse que no começo do projeto tinha dificuldades com a tecnologia, mas que elas foram superadas. Evandro Gabriel elogia os professores e afirma que, de todos os cursos que já fez, o que está sendo ofertado aos alunos das escolas públicas de Inhuma pelo IFG é o que mais lhe interessou.

No final de agosto, os primeiros resultados dos projetos foram apresentados em evento nacional. A professora Kennya apresentou o projeto desenvolvido no Câmpus Jataí, representando todos os que estão sendo desenvolvidos na região Centro Oeste.


Veja a apresentação dos primeiros resultados de cada projeto, feita pelos seus coordenadores:

"Programação no ensino fundamental e médio aplicada à Agricultura Familiar e Saúde do Idoso": https://www.youtube.com/watch?v=C8E3HCK7tHA&list=PLCvkIHcXZv_aZtB1RW_DWPLYBBKfXFcOG&index=54

"Steam4Girls: Aprendizagem criativa para estímulo de meninas cientistas": https://www.youtube.com/watch?v=z5Ow0LLTodo&list=PLCvkIHcXZv_aZtB1RW_DWPLYBBKfXFcOG&index=55

"Iniciação tecnológica por meio de robótica educacional em escolas públicas de Jataí": https://www.youtube.com/watch?v=HhwJw_f7QiM&list=PLCvkIHcXZv_aZtB1RW_DWPLYBBKfXFcOG&index=57

 

Diretoria de Comunicação Social/Reitoria.

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