Aula inaugural marca início do projeto Qualificação profissional integrada à EJA em ocupações urbanas e regiões periféricas
Projeto conta com fomento da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC
Estudantes de quatro escolas de Goiânia, contempladas pelo projeto “Qualificação profissional integrada à educação de jovens e adultos (EJA) em ocupações urbanas e regiões periféricas”, participaram no último final de semana da aula inaugural, no auditório da Reitoria do Instituto Federal de Goiás (IFG). O projeto está sendo desenvolvido pelo IFG, por meio da sua Pró-Reitoria de Extensão.
As escolas contempladas pelo projeto são o Colégio Estadual João José Coutinho, Colégio Estadual Solon Amaral, Escola Municipal Laurindo Sobreira do Amaral e Escola Municipal Solar Ville. E as ocupações urbanas contempladas são o Alto da Boa Vista, Nova Canaã, Paulo Freire, Solar Ville, Terra Prometida, Marielle Franco e Zumbi dos Palmares. Todas as escolas e ocupações estão localizadas em Goiânia.
Para a formação dos participantes, o projeto oferta cursos de Informática Básica e de Modelista de Roupa para estudantes da EJA de escolas municipais e estaduais de Goiânia. O objetivo do projeto é contribuir com a efetivação dos direitos à educação e ao trabalho digno aos moradores de ocupações urbanas e regiões periféricas de Goiânia.
Presente na aula inaugural, a reitora da do IFG, professora Oneida Cristina Gomes Barcelos Irigon, ressaltou que o projeto de extensão “mostra que a educação necessita estar onde o povo encontra-se, dialogando com a realidade concreta das pessoas”. Para ela, a educação no IFG não abarca somente a transmissão de conteúdos, mas também a construção de autonomia e de uma formação humana mais ampla.
Presenças

Representante da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia, Maria de Fátima Furtado Baú destacou a importância da parceria entre a Secretaria, o IFG e o Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD). Já representando o MTD, Dennis Lucas Gonçalves enfatizou a luta pelo direito à moradia, alimentação, saúde e educação das ocupações urbanas da capital, além da estrutura do IFG e do ensino integrado como elementos importantes para a efetivação de políticas públicas da educação.
A professora do Colégio Estadual Solon Amaral e integrante do Fórum Goiano da EJA, Ana Santana, afirmou que a EJA é um direito conquistado que necessita ser mantido, e incentivou os estudantes a continuarem os estudos.
Também estiveram presentes na aula inaugural o Pró-Reitor de Extensão do IFG, Reinaldo de Lima Reis Júnior, a coordenadora-geral do projeto, Mad'Ana Desirée Ribeiro de Castro, o coordenador pedagógico do projeto, Guenther Carlos Feitosa de Almeida, representantes do MTD; professores, monitores, educadores sociais, servidores do Instituto envolvidos no projeto e das escolas selecionadas, além de estudantes de pós-graduação.
Após as falas dos representantes, a professora Sandra Almeida Ferreira Camargo, egressa da EJA, mestra e doutora em Educação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), e Francisca Mariano da Silva Ribeiro, estudante do projeto de extensão do IFG, proferiram uma palestra em quem contaram suas trajetórias de desafios na vida e no percurso escolar, marcadas por resistências e conquistas contra as desigualdades socioeconômicas e em busca de direitos sociais, especialmente o direito à educação.
Pró-Reitoria de Extensão.


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