Desigualdade de gênero no meio acadêmico é comprovada em pesquisa desenvolvida no IFG
Com recorte na Engenharia e Computação, pesquisadoras analisaram mais de 600 mil artigos científicos de todo mundo. Mulheres são autoras de apenas 15% deles
A igualdade de gênero na pesquisa acadêmica ainda está longe de ser uma realidade. A assimetria de gênero na Engenharia e na Ciência da Computação pode ser caracterizada como um padrão estrutural persistente, cumulativo, multiescalar e configuracional.
Essas afirmações estão presentes na conclusão do projeto de pesquisa “Análise bibliométrica da representação de gênero em Engenharia e Computação: perspectiva global”, coordenado pela pesquisadora Maria Aparecida Rodrigues de Souza, bibliotecária do Câmpus Inhumas do IFG. A equipe do projeto analisou mais de 660 mil artigos científicos do mundo todo, na janela temporal de 1907 a 2025, usando ferramentas de inteligência artificial (IA), para cruzar dados sobre autoria, prestígio de revistas científicas e tempo de carreira de mulheres.
A pesquisa é fruto do pós-doutorado de Maria Aparecida e também é uma das iniciativas da proposta “Despertando e fortalecendo a vocação profissional de meninas para e nas carreiras de Ciências Exatas, Engenharias e Computação (CEEC)”, aprovada pelo CNPq, que deu origem ao projeto conhecido como Meninas CEEC.
Mulheres que pesquisam sobre a realidade de outras mulheres no ambiente de trabalho são um sopro de esperança em uma sociedade ainda tão desigual. O caminho é longo e passa por pesquisar para entender e, então, sugerir mudanças. A 3ª edição do programa IFG Faz Ciência destaca a participação de meninas e mulheres na ciência. A temática está alinhada à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2026, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que elegeu como tema central “Ciência Delas”.
O objetivo do IFG Faz Ciência é socializar com as comunidades interna e externa os diversos projetos de pesquisa já desenvolvidos ou em desenvolvimento por pesquisadores do IFG, contribuindo para aproximar o público em geral da ciência, por meio do jornalismo.
A segunda reportagem desta edição é da jornalista Fernanda Guirra Martins, com a editoração da programadora visual Michele Jussara Bagestão e o projeto gráfico da tecnóloga em designer gráfico Isabela Maia Marinho. A reportagem está disponível no formato PDF.
Boa leitura!


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