Ir direto para menu de acessibilidade.

GTranslate - Tradução do site

ptenfrdeitesth

Opções de acessibilidade

Você está aqui: Página inicial > Últimas Notícias > Sítios Arqueológicos do Bisnau e da Lapa da Pedra são objetos de estudo em pesquisa científica
Início do conteúdo da página
Câmpus Formosa

Sítios Arqueológicos do Bisnau e da Lapa da Pedra são objetos de estudo em pesquisa científica

Série de visitas técnicas originará um catálogo de pinturas e gravuras rupestres produzidas na região há aproximadamente 10 mil anos

  • Criado: Terça, 05 de Setembro de 2017, 15h16
  • Última atualização em Quinta, 25 de Abril de 2019, 07h25
As alunas Michelly e Luiza durante a visita técnica realizada no Sítio Arqueológico do Bisnau

Os Sítios Arqueológicos do Bisnau e da Lapa da Pedra, em Formosa, não são apenas locais destinados ao ecoturismo, mas importantes fontes de pesquisas científicas para a compreensão das civilizações habitantes da região nos primórdios. A existência de imagens gravadas nas rochas dos locais deu origem ao trabalho de iniciação científica, Iconografia das Tradições: um Estudo da Arte Rupestre Formosense com vistas à Criação de um Banco de Imagens, projeto em andamento pelo programa PIBIC-EM das alunas do Câmpus Formosa do Instituto Federal de Goiás (IFG), Michelly Rayssa Freitas Rodrigues e Luiza Costa da Cruz.

Michelly, aluna do 2º ano do Curso Técnico Integrado em Saneamento, é bolsista no PIBIC-EM, e Luiza, do 1º ano de Biotecnologia, é voluntária no projeto. As duas estudantes são orientadas pelo professor de Artes e coordenador do projeto, Edson Rodrigo Borges. “Eu tinha certo interesse em estudar o passado histórico e o professor me chamou para firmarmos o trabalho”, conta Michelly.
A pesquisa consiste em criar um banco de imagens que auxilie arqueólogos, antropólogos e demais pesquisadores no mapeamento da produção iconográfica dos povos primitivos habitantes da região. Após a finalização do banco de imagens, será produzido um artigo a ser apresentado em eventos institucionais ou científicos. O projeto também visa estabelecer ações de preservação e divulgação desses patrimônios materiais e culturais.

Reconhecimento
As visitas técnicas já tiveram início, resultando em um conjunto de imagens, dados e referenciais que servirão para a finalização da pesquisa. A primeira visita ocorreu no Sítio Arqueológico do Bisnau, em agosto, com uma equipe formada pelas estudantes, pelo professor coordenador do projeto e mais três servidores técnico-administrativos: Alexandre Camozzi, Milton Pereira das Neves Filho e Vinícius Martins Souza, que colaboraram na coleta de imagens e serviços de topografia do terreno. 
A região de Formosa conta com 42 sítios arqueológicos, segundo o cadastro do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN), mas a pesquisa se concentra no estudo e catalogação dos petróglifos do Bisnau e dos pictóglifos de Lapa da Pedra, por apresentarem maior variedade iconográfica na região. Formosa possui pinturas e gravuras rupestres de, aproximadamente, 10 mil anos. Segundo o coordenador do projeto, professor Edson, “essa pesquisa é importantíssima para o reconhecimento destes sítios arqueológicos e para um possível tombamento dos locais”.
O IPHAN tem 26.547 sítios arqueológicos registrados no Brasil. Entretanto, apenas 11 deles são tombados. Ao ser tombado, o patrimônio histórico passa a receber apoio governamental de modo oficial, o que gera investimentos e prevê medidas judiciais para a sua conservação. A depredação do patrimônio histórico e cultural é crime e, portanto, passível de punição.

 

Comunicação Social/Câmpus Formosa.

Fim do conteúdo da página