“Bandido bom é bandido morto?” é tema de roda de conversa no Câmpus Senador Canedo
Defender a tese de que bandido bom é bandido morto é abdicar do direito e da política e legitimar a barbárie, afirma palestrante
“Bandido bom é bandido morto?”. A interrogação, que tem se tornado uma afirmação corriqueira, foi o tema debatido na roda de conversa, que teve como palestrante o professor e diretor da Faculdade de Filosofia, da Universidade Federal de Goiás (UFG), Adriano Correia. A discussão, realizada na manhã desta terça-feira, 16, no pátio do bloco acadêmico do Câmpus Senador Canedo do Instituto Federal de Goiás (IFG), foi proposta e organizada pelos membros do Projeto de Iniciação Científica em Filosofia do Câmpus.
“para evitar a barbárie, é melhor a gente correr o risco de inocentar um criminoso do que o risco de culpar de morte um inocente”, afirmou Adriano Correia.
Contra a afirmação de que “bandido bom é bandido morto”, Adriano argumentou que uma sociedade que sustenta esta tese abdica do direito e da política e conduz-se a partir da violência, da arbitrariedade, configurando-se, portanto, como uma sociedade bárbara. “O que caracteriza a vida dos bárbaros? Eles vivem em uma comunidade que não é organizada pelo direito e pela política, mas sim pela violência”, disse.
Adriano provocou os alunos ao perguntar: “Quem é que vira bandido? Quem é que rouba? Todos os que roubam viram bandidos? Como é que você define esse fora da lei que pode ser morto? Quem é que pode ser morto sem julgamento no Brasil?”. Por que ninguém tem o direito de fazê-lo, senão a Justiça, é que “para evitar a barbárie, é melhor a gente correr o risco de inocentar um criminoso do que o risco de culpar de morte um inocente”, afirmou.
A estudante do 2º ano do curso técnico integrado em Mecânica, Jackeline Vieira, disse que o debate foi muito interessante, porque trata de um assunto atual e polêmico. “Bem polêmico, na verdade”, ressaltou. Ela contou que o que mais lhe chamou a atenção, na fala de Adriano, foi a questão da desmilitarização das policias. “A forma com que a polícia é treinada leva a ações de extrema violência”, destacou.
A professora do Câmpus Senador Canedo e coordenadora do Projeto de Iniciação Científica em Filosofia, Marcela Alves, explica que o tema foi escolhido por sua atualidade e urgência. “O jargão ‘bandido bom é bandido morto’ é disseminado e reproduzido como se não houvesse por trás dele vários pressupostos, como se fosse uma evidência”, justificou. Por isto, disse, a ideia da atividade era a de propiciar um momento de refletir sobre o que nele subjaz.
Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Senador Canedo.
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