Colação de grau evidencia importância da inclusão no IFG
A cerimônia lotou o CineTeatro São Joaquim na última sexta-feira, dia 10/04
A Colação de grau dos cursos de graduação em Licenciatura em Artes Visuais e Bacharelado em Agronomia, realizada no último dia 10/04 no CineTeatro São Joaquim, evidenciou a importância da inclusão no IFG-câmpus Cidade de Goiás com formandos que vieram de diferentes realidades e encontraram na instituição a oportunidade de trilhar um caminho profissional. A cerimônia foi prestigiada por familiares e comunidade acadêmica que celebraram a conquista dos estudantes lotando o espaço.

A cerimônia foi aberta pelo Reitor Substituto Wanderley Azevedo que concedeu a outorga de grau aos estudantes representantes das turmas: Fabia Nobre e Murilo Ribeiro. O juramento foi proferido pela estudante Rafaela Alves. Na mesa estavam presentes além do Reitor Substituto: o Diretor-Geral Stênio Oliveira, a Chefe de Departamento de Áreas Acadêmicas Aniela Pilar Campos, a coordenadora do Bacharelado em Agronomia Elaine Ferrari, a coordenadora da Licenciatura em Artes Visuais Fabiana Lula, a Coordenadora de Registros Acadêmicos e Escolares Andreia Missias, e o representante do prefeito da cidade, o Secretário de Esportes e Lazer Lélis Ribeiro da Costa.
Káritan Natani Gomes fez o discurso em nome da turma do Bacharelado em Agronomia. Ela ressaltou o percurso de dificuldades a começar pela pandemia passando por greve e precariedade estrutural da Instituição, mas lembrou a coragem de seus colegas em apostar na colheita de frutos de seus esforços com muita resiliência. “Escolher agronomia é acreditar na terra, no tempo e na vida, exige paciência e o cuidado para que as coisas enfim floresçam”.
Rayane Ferreira, oradora da Licenciatura em Artes Visuais, agradeceu aos colegas pela companhia na trajetória, por terem se ajudado e aprendido uns com os outros, lembrou das visitas técnicas a importantes lugares como a Bienal de Arte de São Paulo e defendeu o fortalecimento do curso para que outras pessoas tenham a oportunidade de formação. “Mas do que encantamento, vivemos a certeza de estarmos no caminho certo, não aprendemos só a criar mas a ensinar, viver transformações, resistindo pelo caminho das artes”.
O Diretor-Geral Stênio Oliveira agradeceu a presença e a oportunidade do IFG fazer parte da formação dos estudantes e lembrou que a celebração da educação é o melhor caminho para o respeito e a construção democrática. “É muito bom saber que a educação ainda é algo que agrega e fomenta valores como o respeito, a dignidade e permite a promoção da democracia, com a manifestação das diferenças”.
O reitor substituto Wanderley Azevedo lembrou a relevância histórica do câmpus Cidade de Goiás para o IFG onde tudo começou com a Escola de Aprendizes e Artífices e ressaltou o compromisso da Instituição com a democratização da educação ao promover a interiorização na reabertura do câmpus e a contribuição para o desenvolvimento regional. “O IFG oferece uma formação humana integral que prioriza a ética, a igualdade, e a visão crítica da sociedade. Aqui no câmpus temos duas áreas estratégicas para o país que é a produção de alimentos e a formação artística e cultural, aqui formamos pessoas para transformar o mundo com ética e compromisso social”.
Trajetórias de inclusão
Ana Beatriz e Celson Tserehobabate se formaram na Licenciatura em Artes Visuais
A coordenadora da Licenciatura em Artes Visuais Fabiana Lula fez um longo discurso enfatizando o caminho de cada estudante, suas singularidades e os aprendizados que a Instituição teve com cada um deles. A trajetória da estudante Ana Beatriz Gonçalves que é cadeirante foi especialmente lembrada pelo desafio da promoção da inclusão nos diferentes espaços. “Ana Beatriz nos ensinou a ensiná-la, a apreciar sua coragem e disposição que sempre sorria e fazia-nos acreditar, nos ensinou a trabalhar com o NAPNE (Núcleo de Atendimentos à pessoas com Necessidades Específicas) e ainda temos muito a aprender para que haja mais acessibilidade”.
Antes da cerimônia, Ana Beatriz deu um depoimento sobre a sua experiência no IFG:
“Foi uma experiência rica para mim em conhecimento, em afeto. Aprendi muito com a minha trajetória no IFG e agora que estou deixando a Instituição vou levar comigo para sempre e quero que outras pessoas que necessitem de cuidados, com a mobilidade especial como a minha possa acessar esse espaço e ter a experiência que tive com os profissionais maravilhosos e competentes que nos ajudam”
Outro estudante que trouxe aprendizados à Instituição foi Celson Tserehobabate, indígena da etnia Xavante, que além de concluir a Licenciatura em Artes Visuais como estudante também conclui o curso de sua língua Macro-Jê A’uwê Mremê ministrado por ele e mais dois colegas no último semestre, cuja última aula ocorreu no último sábado, 11/04.
Ele falou um pouco sobre a troca de conhecimentos no IFG: “agradeço aos professores e professoras pela oportunidade de aprender junto com eles e eles comigo também, foi uma troca de conhecimentos. Eu como indígena com olhar diferente, e eles como não indígenas com conhecimentos diferentes, uma troca muito boa, respeitando uns aos outros, ninguém foi obrigado, forçado a aprender só uma coisa, só uma cultura, respeitamos a diversidade. Eu como indígena ensinando a minha língua e eles interessados a aprender as coisas básicas e eu interessando na língua portuguesa para aprender melhor nas aulas, foi muito positivo. O curso de Artes é uma diversidade, aberto, com olhares diferentes, me acolheu, eu me encaixei. Trocamos muita coisa boa, conhecendo uns aos outros. Esse curso tem que ser valorizado porque a sociedade precisa disso, dessa libertação da visão colonial que o curso me proporcionou. Eu tinha vergonha das minhas origens, mas depois do curso minha raiz se fortaleceu, eu aprendi a valorizar a minha cultura, dizendo em todos os espaços que sou pertencente do povo indígena A’uwê Mremê”.
Comunicação Social/câmpus Cidade de Goiás



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