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Evento

Debates sobre protagonismo feminino, gênero, racismo e liderança marcam o 1º Mulheres em Movimento

Publicado: Sexta, 27 de Março de 2026, 16h26 | Última atualização em Sexta, 27 de Março de 2026, 18h17

O evento foi realizado de 23 a 26 de março no Câmpus Goiânia do IFG

Mesa-redonda: “Mulheres ocupando espaços de poder e liderança: avanços e desafios contemporâneos” ocorreu na manhã de quinta-feira (26/3) no Teatro do IFG.
Mesa-redonda: “Mulheres ocupando espaços de poder e liderança: avanços e desafios contemporâneos” ocorreu na manhã de quinta-feira (26/3) no Teatro do IFG.

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 8 de março, o Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG) promoveu a primeira edição do Mulheres em Movimento, entre os dias 23 e 26 de março. Com palestras, mesas-redondas e exibição de filme, a programação enfatizou o debate sobre questões que atravessam a vida de mulheres, em prol de direitos e contra as variadas formas de violência e opressão de gênero.

A 1ª edição do Mulheres em Movimento do Câmpus Goiânia do IFG teve sua abertura oficial realizada na manhã de segunda-feira, 23 de março, reunindo estudantes, servidores e convidados no auditório Demartin Bizerra. O evento foi organizado pela Coordenação de Recursos Humanos e Assistência ao Servidor do Câmpus Goiânia do IFG, com a colaboração da Chefia de Gabinete da Diretoria-Geral da unidade.

Mesa-redonda: "Com quais mulheres se faz a Educação Pública? Mulheridades plurais nas instituições públicas de ensino em Goiás” abriu as discussões na manhã do dia 23 de março, no auditório Demartin Bizerra.

Na abertura do evento, a coordenadora de Recursos Humanos e Assistência ao Servidor do Câmpus Goiânia do IFG, Ariana Cárita Marinho Silva, destacou que o objetivo do Mulheres em Movimento foi contribuir para que a Instituição se torne um espaço de escuta e de fortalecimento em prol de uma sociedade mais justa e igualitária, e principalmente, que possa primar pelo protagonismo feminino e pela autonomia das mulheres na transformação social. De acordo com a coordenadora, esta discussão é necessária desde a educação básica no ensino médio para fortalecer princípios de diversidade e inclusão dentro da Instituição.

A mesa-redonda de abertura teve como tema: “Com quais mulheres se faz a Educação Pública? Mulheridades plurais nas instituições públicas de ensino em Goiás” e contou com a participação de Geandra Karla de Avelar, coordenadora de Extensão e Cultura do Câmpus Cidade de Goiás da Universidade Federal de Goiás (UFG), da professora do Câmpus Goiânia do IFG e componente do Núcleo de Estudos em Gênero Raça e Africanidades (NEGRA), Luciene Araújo de Almeida, e a servidora técnico-administrativa do Câmpus Goiânia e uma das organizadoras do evento, Fatianny Didier Monteiro.

A convidada Geandra Avelar traçou um panorama histórico da universidade pública, destacando seu passado marcado pela presença extremamente reduzida de pessoas negras e indígenas. Em seguida, evidenciou o processo de diversificação desse espaço, que passou a se tornar mais plural e representativo, ou, em suas palavras, a se “colorir”, especialmente a partir da implementação de políticas públicas de inclusão, contextualizadas pela criação da lei de cotas. Geandra destacou principalmente o papel das mulheres negras nesta mudança, citando a frase de Angela Davis: “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”. Ao mesmo tempo, ponderou que, na prática, esse movimento das mulheres negras ainda ocorre de forma mais lenta, onerosa e atravessada por múltiplas dificuldades.

A professora Luciene Araújo complementou a fala de Geandra ao destacar que o antigo Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás (CEFET-GO), hoje IFG, também apresentava um cenário de desigualdade, sendo composto majoritariamente por alunos do sexo masculino e brancos. Atualmente, graças às políticas afirmativas, observa-se uma composição muito mais diversa e representativa. Luciene também destacou a relevância do programa PartiuIF (iniciativa voltada à formação de estudantes da educação básica pública, com o objetivo de prepará-los para o ingresso no IFG) na formação dos estudantes desde as etapas iniciais, enfatizando que a política de cotas, embora fundamental, não é suficiente, pois é necessário investir também na formação de base, defende a docente.

Luciene encerrou sua fala com a leitura do poema “Apesar das acontecências do banzo”, de Conceição Evaristo, importante escritora da literatura afro-brasileira, conhecida por suas obras marcadas pela vivência e memória. A leitura reafirmou a resistência e a potência das vozes negras na construção de uma educação pública mais diversa e inclusiva.

Questões de gênero e outras pautas

Roda de conversa: “Desafios para ingresso e permanência de mulheres LBT’s: Lésbicas, Bissexuais, travestis e transexuais na educação".

As questões de gênero foram tema central da roda de conversa: “Desafios para ingresso e permanência de mulheres LBT’s: Lésbicas, Bissexuais, travestis e transexuais na educação”, que ocorreu na sala Djalma Maia, no câmpus, na tarde do dia 23. A roda de conversa foi mediada pelas servidoras Fatianny Didier e Juliana Damando, com a participação de Cristiany Beatriz Santos, mulher trans, ativista pelos Direitos Humanos e Presidente da Associação Goiana de Pessoas Trans.

Mesa-redonda: “Racismo Institucional – Avanços e problemáticas para as mulheres negras” realizada na manhã do dia 24/3, no auditório Demartin Bizerra.

O racismo, outra problemática que também é transversal às vidas das mulheres principalmente negras, foi debatido na mesa-redonda: “Racismo Institucional – Avanços e problemáticas para as mulheres negras”. A professora do Câmpus Goiânia do IFG e integrante da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras: Instituto Pretas, Janira Sodré; e mais a advogada Myllena Hagatta de Aguiar Santos participaram da mesa.

A professora Janira Sodré discorreu sobre as diferentes facetas do racismo e seus diversos adjetivos: “Racismo recreativo, racismo estrutural, racismo ambiental, institucional. Mas o que é o racismo? Essa é a primeira conversa. A gente precisa pensar nas raízes históricas do racismo”, pontuou a docente durante a mesa-redonda. 

A advogada Myllena Hagatta de Aguiar Santos apresentou os marcos legais que criminalizaram o racismo na legislação penal brasileira durante a mesa-redonda. “É constitucional que o racismo deve ser punido e, foi em 2003, que a gente teve alteração na legislação para uma ação pública incondicional. Antes desse marco, somente a pessoa vítima de racismo poderia abrir um boletim de ocorrência. Hoje, nós podemos solicitar um boletim de ocorrência desses atos criminosos de racismo sem a presença da vítima”, esclareceu a advogada.

Sessão de cinema


Exibição do documentário: “Chega de Fiu Fiu” foi uma das atividades da programação cultural do 1º Mulheres em Movimento, no Câmpus Goiânia.

Na programação do Mulheres em Movimento, ocorreu ainda a exibição do documentário: “Chega de Fiu Fiu”, na manhã do dia 25. O filme trata da participação das mulheres nos espaços públicos, marcada por uma série de violências e examina ações de movimentos feministas no período de 2014 a 2017.

Roda de conversa: “Assédio Institucional e Escuta Estudantil” realizada na tarde do dia 25/3, na sala dos servidores do câmpus.

No mesmo dia à tarde (25/3), foi realizada a roda de conversa sobre o tema: “Assédio Institucional e Escuta Estudantil”, que foi conduzida pela professora e chefe do departamento acadêmico 1 do Câmpus Goiânia do IFG, Iarle Ferreira, na sala de servidores.

Espaços de liderança e de disputas

Mesa-redonda: “Mulheres ocupando espaços de poder e liderança: avanços e desafios contemporâneos” realizada na manhã dia 26/3, no Teatro do IFG.

O encerramento do 1º Mulheres em Movimento reuniu servidoras técnico-administrativas do Câmpus Goiânia do IFG para discutir a liderança feminina na mesa-redonda: “Mulheres ocupando espaços de poder e liderança: avanços e desafios contemporâneos”, no Teatro do IFG. Integraram a mesa a coordenadora de Recursos Humanos e Assistência ao Servidor do Câmpus Goiânia do IFG, Ariana Cárita Marinho Silva; a servidora da Gerência de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do Câmpus Goiânia e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica – Goiás (Sintef-GO), Daniela Hilda de Souza Siqueira; a servidora da Chefia de Gabinete do câmpus e representante do  Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-IFESGO), Juliana Damando, e a mediação da servidora Fatianny Didier.

A partir de suas experiências e relatos de lutas e conquistas pessoais e profissionais, as servidoras repercutiram em suas falas a importância de uma maior participação de mulheres em cargos e posições de liderança nas instituições.

Para a servidora e uma das organizadoras do Mulheres em Movimento, Fatianny Didier, o evento foi pensado com intuito de promover diversos debates que permitiram refletir sobre os direitos, as lutas e as vidas das mulheres. “ Entre mesas-redondas, rodas de conversas e a promoção de um cinema no câmpus, acreditamos que esse evento esteja permitindo contribuir para que a nossa Instituição seja cada vez mais esse espaço de fortalecimento coletivo em prol da transformação da nossa sociedade, em destaque, na transformação de uma realidade difícil sobre a vida das mulheres”, disse em seu discurso.

Feira Vibes Solidária no Câmpus Goiânia do IFG

Na programação do evento, ocorreu ainda a feira Vibes Solidária no Câmpus Goiânia do IFG na tarde do dia 26, com arrecadação e doações de absorventes para combater a condição de pobreza menstrual, além de roupas, calçados, maquiagens, promovendo a economia circular.

 

Veja mais fotos do 1º Mulheres em Movimento no Instagram do Câmpus Goiânia

 

Coordenação de Comunicação Social do Câmpus Goiânia

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