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CONSCIENTIZAÇÃO

Abertas inscrições para oficinas gratuitas do Continuum Novembro Negro 2026

Publicado: Quinta, 01 de Outubro de 2026, 12h21 | Última atualização em Terça, 06 de Outubro de 2026, 13h18

Programação reúne animação, literatura, estética e cultura negra, capoeira e dança, com atividades em outubro e novembro

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Estão abertas as inscrições para as oficinas do Continuum Novembro Negro 2026, projeto do Câmpus Goiânia Oeste do Instituto Federal de Goiás (IFG) que promove, por meio da arte, da cultura e da educação, espaços de aprendizagem, reflexão e valorização da história e da cultura afro-brasileira. As oficinas são gratuitas e abertas a estudantes, servidores do IFG e comunidade externa. As atividades acontecerão no Câmpus Goiânia Oeste ao longo de outubro e novembro, com culminância no dia 28 de novembro de 2026. Os primeiros encontros das oficinas ocorrerão na próxima quarta-feira, dia 07 de outubro.

 

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Ao escolher uma oficina, os interessados devem considerar a disponibilidade para participar de todos os encontros previstos no calendário porque o certificado será emitido somente ao final dos encontros das oficinas. O percurso formativo terá sua culminância no dia 28 de novembro de 2026, em uma mostra cultural com exposição das produções desenvolvidas nas oficinas, sarau estudantil, apresentações interdisciplinares e apresentação musical. O projeto ocorre em parceria com o Sicoob Unicentro e o Instituto Cultural UniCentro BR.

 

PROGRAMAÇÃO

Animação, com Paulo Caetano

A proposta da oficina une a técnica de animação stop motion à educação patrimonial e à valorização da cultura negra. A partir de referências da arquitetura colonial e de suas relações com a cultura africana e afro-islâmica, os participantes criarão pequenas narrativas, cenários tridimensionais, personagens e objetos com papel, papelão e materiais reaproveitados. As cenas serão fotografadas quadro a quadro para ganhar movimento e se transformar em animações.

Paulo Caetano é designer formado pela PUC Goiás, com trajetória na produção audiovisual, nas artes visuais e na animação. Trabalhou em emissoras como TV Anhanguera, TV Brasil Central e PUC TV, além de produzir curtas autorais premiados, incluindo A Lenda da Árvore Sagrada, vencedor de melhor produção goiana no primeiro FICA. Sua produção artística também aborda a cultura negra e aspectos da vida no campo.

  • Vagas: 20 (5 reservadas para a comunidade externa)
  • Datas: 07/10, 21/10 e 04/11
  • Horário: 14h30 às 16h30

 

Descolonizar Orí, com Maria Jardim

A oficina aborda a estética negra como tecnologia cultural e ancestral de afirmação identitária, com reflexões sobre pertencimento, autoestima e educação antirracista a partir da valorização de saberes tradicionais. Maria Jardim Black é referência no ativismo negro em Goiás e integra o Instituto Pretas e o Gira Leodegária de Jesus.

Serão oferecidas duas oficinas, com 30 vagas em cada uma, sendo cinco destinadas à comunidade externa em cada atividade.

Descolonizar Orí: Tranças, afetos e cuidados

* 7 de outubro, das 14h às 17h30

* Vagas: 30 (5 reservadas para a comunidade externa)

Descolonizar Orí: Turbantes e tecnologias ancestrais negras

* 14 de outubro, das 14h às 17h30

* Vagas: 30 (5 reservadas para a comunidade externa)

 

Lendo Mulheres Negras, com Lavínia Mendes

Com 15 vagas, a oficina propõe a leitura coletiva de poemas e o debate sobre os sentidos e as dimensões estéticas das obras, valorizando a produção de escritoras negras contemporâneas, especialmente jovens autoras e vozes emergentes da comunidade LGBTQIAPN+. Lavínia é escritora, educadora e coordenadora do projeto Cria Gueto Cria. Dos sete livros poéticos publicados por Lavínia, três foram premiados. Licenciada em História (IFG), especialista em Uso Educacional da Internet (UFLA) e mestre em Ensino-Aprendizagem em Geografia (UFG), este último estudo se direcionou à utilização da Literatura Negra infanto juvenil no ensino de Geografia

Os encontros serão realizados em:

  • 7 de outubro, das 14h às 16h30
  • 21 de outubro, das 14h às 15h30
  • Vagas: 15

 

Capoeira, com Prof. Dimazim

A oficina “Capoeira, Corpo e Resistência: Mandinga, Musicalidade e Letramento Racial” combinará história, prática corporal e musicalidade. Os participantes conhecerão as vertentes Angola e Regional e vivenciarão movimentos como ginga, esquivas, ataque e defesa, além de cantigas e instrumentos tradicionais, como berimbau, atabaque e pandeiro. As atividades incluirão reflexões sobre identidade, respeito e superação de preconceitos, com preparação de uma roda coletiva para a Mostra Cultural do IFG. As práticas serão adaptadas às capacidades e ao ritmo de cada participante.

Edmar Leite da Silva, conhecido como Prof. Dimazim, é graduado em Direito e praticante de capoeira há mais de 20 anos. Atua no ensino da modalidade há mais de uma década, com experiência em escolas, academias e projetos sociais de Goiás e Minas Gerais. Sua trajetória utiliza a capoeira como ferramenta de inclusão, cidadania, valorização da ancestralidade e combate ao racismo.

  • Vagas: 45 (5 reservadas para a comunidade externa)
  • Datas: 17/10, 07/11 e 14/11
  • Horário: 10h às 11h20

 

Dança “Cuide-se Preta”, com Luciana Caetano

A atividade integra a proposta “Cuide-se Preta”, que articula dança, consciência corporal e cuidados com o corpo da mulher negra, promovendo bem-estar e fortalecimento identitário. Luciana Caetano é bailarina, coreógrafa e professora de dança e Pilates, graduada em Geografia pela UFG e especialista em Pilates pela Faculdade São Marcos/Studio Adriano Bittar. Referência na dança em Goiás e pioneira como a primeira aluna negra de balé em Goiânia, integrou o Balé do Estado de Goiás e a Quasar Cia de Dança. É fundadora do Grupo Solo de Dança, no qual atua como diretora, coreógrafa e intérprete, e criadora do Método Lúdico Afetivo. Também integra a COLETTIVA PRETA e fundou a Casa Caetano Arte, onde desenvolve projetos como “Cuide-se, Preta!”, “Encontro Miúdo” e “Dance sem Autorização”.

  • Vagas: 30 (5 reservadas para a comunidade externa)
  • 7 e 14 de novembro, das 9h às 11h30.
  • 25 de novembro, das 14h às 15h30.

 

Arte e educação para além de novembro

O termo “continuum”, que remete à ideia de continuidade, expressa um dos princípios do projeto: promover a educação das relações étnico-raciais para além de ações pontuais ou restritas ao Mês da Consciência Negra. Ao conectar formação, diálogo e produção cultural, a iniciativa busca fortalecer o protagonismo estudantil e contribuir para a construção de um ambiente educativo que reconheça e valorize a diversidade.

As oficinas articulam conhecimentos histórico-culturais e experimentação artística, incentivando a participação ativa, a criação coletiva e a troca de experiências. A proposta é ampliar o repertório dos participantes e estimular reflexões sobre identidade, pertencimento e equidade racial. Além das oficinas, o projeto prevê rodas de diálogo e momentos de reflexão coletiva.

No dia 28 de novembro, o projeto será encerrado com uma mostra pública aberta à comunidade, com exposição das produções desenvolvidas nas oficinas, sarau estudantil, apresentações interdisciplinares e show musical de Wilton John e Banda, com uma apresentação que irá celebrar a música brasileira, especialmente a MPB e o samba, aproximando expressão musical e memória cultural.

 

FAÇA AQUI A SUA INSCRIÇÃO GRATUITA

 

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Goiânia Oeste.    

 

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